Cuba acusou formalmente seis tripulantes de uma embarcação com matrícula americana de terrorismo, após um confronto em suas águas territoriais que resultou em mortes e feridos, enquanto os EUA negam envolvimento oficial.
Cuba acusou formalmente seis tripulantes de uma embarcação com matrícula americana de terrorismo, após um incidente ocorrido em 25 de fevereiro em suas águas territoriais. A embarcação, que transportava armas e munições, foi interceptada com dez indivíduos armados a bordo, resultando em um confronto que deixou quatro mortos e seis feridos. Os sobreviventes, cubanos residentes nos EUA, alegaram que o objetivo era uma infiltração com fins terroristas, o que levou o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, a reiterar a defesa da soberania do país contra agressões.
O caso gerou reações internacionais, com Marco Rubio, dos EUA, declarando que Washington fará sua própria verificação e que o incidente não foi uma operação do governo americano. Por outro lado, o governo russo condenou a ação, classificando-a como uma "provocação agressiva e deliberada dos EUA", alertando para o agravamento da situação em Cuba. A acusação de terrorismo por parte de Cuba intensifica as tensões já existentes entre os dois países.