Cuba nega planos de ataques com drones contra a Flórida
O governo cubano refuta acusações sobre drones e alerta que qualquer intervenção militar dos EUA resultaria em um conflito catastrófico na região.
Pontos principais
- Relatórios indicam que Cuba teria adquirido 300 drones de ataque da Rússia e do Irã desde 2023.
- O chanceler Bruno Rodríguez classificou as alegações como fraudulentas e fabricadas.
- O presidente Miguel Díaz-Canel alertou que uma ação militar dos EUA causaria um 'banho de sangue' e instabilidade regional.
- O governo dos EUA intensificou a pressão sobre a ilha, incluindo o indiciamento do ex-líder Raúl Castro por eventos de 1996.
- Cuba enfrenta uma grave crise de energia e escassez de combustível após o corte de suprimentos pelos EUA.
- O presidente Donald Trump mencionou anteriormente que Cuba seria um alvo estratégico após a captura de Nicolás Maduro na Venezuela.
- Díaz-Canel classificou as ameaças de agressão externa como um crime internacional.
O governo de Cuba negou veementemente as informações de que estaria acumulando drones de ataque para realizar ofensivas contra o território americano. Segundo reportagens, o país teria obtido cerca de 300 aeronaves não tripuladas da Rússia e do Irã desde 2023, com planos de atingir alvos estratégicos como a base de Guantánamo e a costa da Flórida. Em resposta, o chanceler Bruno Rodríguez desmentiu as alegações, classificando-as como um pretexto para sanções ou uma intervenção militar pela administração de Donald Trump. Reforçando a postura de Havana, o presidente Miguel Díaz-Canel declarou que Cuba não representa uma ameaça e alertou que qualquer tentativa de ação militar dos Estados Unidos resultaria em um conflito catastrófico, descrito por ele como um 'banho de sangue' com consequências imprevisíveis para a estabilidade regional.
O cenário de tensão é agravado pela pressão diplomática e econômica crescente. Além das acusações sobre os drones, o governo dos EUA intensificou medidas contra a ilha, incluindo o indiciamento do ex-líder Raúl Castro por eventos ocorridos em 1996. O presidente Donald Trump já havia sinalizado anteriormente que Cuba seria um alvo prioritário após a captura de Nicolás Maduro na Venezuela. Paralelamente, Cuba atravessa uma grave crise de energia e escassez de combustível, agravada pelo corte de suprimentos imposto pelos Estados Unidos. Diante do cenário, o chanceler cubano reiterou o direito do país à legítima autodefesa contra o que descreve como agressões externas, enquanto a comunidade internacional observa o aumento das fricções entre Washington e Havana.
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