Cuba classificou como "agressão terrorista" o confronto com uma lancha da Flórida que deixou 4 mortos, enquanto EUA confirmam americanos entre os tripulantes e investigam o incidente.

Militares cubanos mataram quatro pessoas e feriram outras seis em um confronto com uma lancha com matrícula da Flórida, ocorrido a cerca de 2 quilômetros da costa de Corralillo, no norte da ilha. Segundo o governo cubano, os ocupantes da embarcação estrangeira abriram fogo contra os agentes das Tropas Guardafronteiras que se aproximaram para identificá-la, ferindo o comandante da embarcação cubana, que revidaram. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou o incidente como uma "agressão terrorista e mercenária", afirmando que o país se defenderá. As autoridades cubanas informaram que os 10 ocupantes da lancha eram cubanos residentes nos EUA, tinham histórico criminal e alegaram intenção de "infiltração com fins terroristas", com fuzis de assalto, pistolas, coquetéis Molotov e outros equipamentos militares encontrados na embarcação.
Em resposta, autoridades dos EUA confirmaram que ao menos dois tripulantes da lancha eram americanos, um deles falecido e outro ferido sob custódia cubana. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou qualquer envolvimento do governo americano e anunciou uma investigação própria sobre o incidente, reiterando que não foi uma operação americana e incluindo a apuração da cidadania dos mortos. Uma autoridade dos EUA disse ao 'The New York Times' que a lancha era civil, usada por pessoas que tentavam deixar Cuba. O governo americano afirmou que responderá após reunir mais informações independentes, enquanto o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, confirmou a abertura de uma investigação.
A Rússia, aliada de Cuba, classificou o caso como "provocação agressiva e deliberada dos EUA", com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, enfatizando a necessidade de resolver as necessidades socioeconômicas e humanitárias dos cubanos e pedindo moderação a todas as partes. Peskov declarou que ninguém deve criar obstáculos para a resolução das questões humanitárias e ressaltou a importância de todos se absterem de ações provocativas em torno da ilha, afirmando que a situação em Cuba está se agravando. Políticos da Flórida, como James Uthmeier e Carlos Gimenez, também solicitaram investigações separadas sobre o ocorrido.
Este incidente ocorre em um momento de crescentes tensões entre Cuba e Estados Unidos, agravadas pelo embargo de petróleo imposto pela administração de Donald Trump. Casos anteriores de lanchas de contrabando confrontando forças cubanas já foram registrados, incluindo um incidente similar em 2022, o que adiciona complexidade à situação atual e à crise energética na ilha.
G1 Mundo • 26 fev, 19:21
InfoMoney • 26 fev, 18:34
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