O governo Trump estaria utilizando ameaças de acusações criminais contra a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para forçar sua cooperação com os Estados Unidos. Segundo a agência Reuters, procuradores federais americanos estariam preparando processos por corrupção e lavagem de dinheiro, com foco em atividades da PDVSA entre 2021 e 2025, visando pressionar Rodríguez a atender às demandas de Washington, como a prisão ou extradição de ex-dirigentes do partido. Os EUA teriam, inclusive, apresentado uma lista de pelo menos sete ex-autoridades e associados que desejam que ela prenda ou mantenha sob custódia para possível extradição, incluindo nomes como Alex Saab e Raul Gorrín.
Esta estratégia ocorre em paralelo a elogios públicos de Donald Trump à presidente interina e à relação bilateral, chegando a planejar uma visita ao país e a descrever a relação como "nota 10". Essa abordagem dual reflete a complexidade da política externa americana em relação à Venezuela, intensificando a pressão sobre Caracas dois meses após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA. Trump já havia alertado que a falta de cooperação resultaria em um "preço muito alto" para Rodríguez.
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