O Protesto Policial na Argentina de 2026, iniciado em Rosário, Santa Fé, foi uma série de manifestações de policiais e seus familiares por melhores salários, condições de trabalho e atenção à saúde mental. As reivindicações surgiram em um contexto de sobrecarga, baixos salários e suicídios na corporação, intensificadas após a morte do suboficial Oscar Valdez. Apesar de o governo provincial ter suspendido e depois reintegrado agentes, e prometido melhorias, os protestos continuaram, pois os manifestantes alegaram que nenhum acordo salarial havia sido alcançado, destacando a persistência das demandas por dignidade e recursos.
O Protesto Policial na Argentina de 2026 foi uma série de manifestações iniciadas em 9 de fevereiro de 2026, na cidade de Rosário, província de Santa Fé. Policiais e seus familiares protestaram por melhores salários, condições de trabalho e atenção à saúde mental, destacando a sobrecarga e a falta de recursos. O movimento ganhou visibilidade com a queima de pneus e a participação de viaturas com sirenes ligadas em frente à sede da polícia.
O protesto teve início em Rosário, uma das cidades argentinas mais afetadas pela violência e pelo tráfico de drogas. A mobilização começou em 9 de fevereiro de 2026, com dezenas de agentes e familiares reunidos. A tensão aumentou quando os manifestantes foram dispersados por colegas. A categoria reivindicava salários dignos, que na época giravam em torno de R$ 3,1 mil mensais, e apoio psicológico devido à alta carga de trabalho e à falta de recursos. A situação foi agravada por uma série de suicídios entre os membros da força policial de Santa Fé, sendo a morte do suboficial Oscar Valdez, na semana anterior ao protesto, um catalisador para a intensificação das manifestações. Os policiais também denunciavam a necessidade de arcar com custos de internet, uniformes e até munições do próprio bolso. Em resposta, o governo provincial suspendeu 20 agentes em 10 de fevereiro, medida que os manifestantes afirmaram ter afetado mais de 60 policiais. No dia 11 de fevereiro, o ministro da Segurança de Santa Fé, Pablo Cococcioni, anunciou a reintegração dos suspensos, a promessa de atualização salarial e o reforço de programas de saúde mental, mas o protesto continuou, pois os manifestantes alegaram que nenhum acordo sobre remuneração havia sido alcançado. Durante o terceiro dia de protesto, o chefe de polícia Luis Maldonado foi abordado e empurrado por manifestantes que pediam sua renúncia.