Uma modelo brasileira foi salva de se envolver com a rede de Jeffrey Epstein e Jean-Luc Brunel em 2004, graças à desconfiança de sua mãe em relação a uma proposta de viagem aos EUA.
Em 2004, a modelo brasileira Gláucia Fekete, então com 16 anos, teve sua vida possivelmente alterada pela intervenção de sua mãe, Bárbara Fekete. Gláucia havia sido convidada para um concurso de modelos no Equador, organizado por Jean-Luc Brunel, um conhecido aliciador e parceiro de Jeffrey Epstein. A desconfiança da mãe em relação à proposta de viagem para Nova York com Brunel após o concurso impediu a jovem de se juntar a uma rede criminosa que explorava garotas, muitas delas menores de idade.
Documentos e investigações da BBC News Brasil confirmaram que Epstein esteve em Guayaquil no dia da final do concurso, e que Brunel utilizava agências de modelo como fachada para recrutar vítimas. A ex-contadora de Brunel chegou a testemunhar que ele e Epstein viajavam ao Brasil com o objetivo de conseguir garotas para prostituição. Gláucia, hoje com 38 anos, considera a atitude de sua mãe um "livramento", percebendo a gravidade da situação em que esteve envolvida e a extensão da rede de Epstein e Brunel na América Latina.