Documentos revelam que Jeffrey Epstein tinha CPF ativo no Brasil, cogitou cidadania e usou o país para fins ilícitos, intensificando investigações do MPF.
Novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA revelam que o criminoso sexual Jeffrey Epstein possuía um CPF ativo no Brasil, emitido em 2003 e regular no sistema da Receita Federal. Além disso, trocas de e-mails indicam que ele cogitou solicitar a cidadania brasileira, embora se preocupasse com possíveis restrições de viagem. Essa informação se soma à descoberta de que Epstein adquiriu um apartamento na Vila Olímpia, São Paulo, em 2003, por R$ 245 mil, vendendo-o dois anos depois para a modelo Ana Maria Gomes Macedo, com quem trocou e-mails.
Depoimentos e arquivos apontam que Epstein esteve no Brasil nos anos 2000, onde, com Jean-Luc Brunel, utilizava uma cafetina para obter prostitutas, algumas menores de idade. Ele também financiava vistos para meninas brasileiras, que eram levadas a Nova York por Brunel e hospedadas em seus apartamentos. Essas revelações intensificam os indícios da ligação de Epstein com o Brasil, motivando o Ministério Público Federal (MPF) a investigar uma possível rede de aliciamento de mulheres no país.