Os Correios iniciam a venda de 21 imóveis, incluindo unidades ociosas e comerciais, e um Plano de Desligamento Voluntário para arrecadar R$ 1,5 bilhão, visando reverter prejuízos e reestruturar suas finanças.
Os Correios, enfrentando uma crise financeira histórica, iniciaram um plano de reestruturação que inclui a venda de imóveis próprios em todo o país. A estatal prevê arrecadar até R$ 1,5 bilhão com a alienação desses bens até dezembro. Os primeiros leilões digitais estão agendados para fevereiro, ofertando 21 imóveis em 12 estados. Essa primeira leva inclui uma variedade de propriedades, como prédios administrativos, terrenos, galpões e apartamentos, com lances iniciais que variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões. Entre os destaques, há um prédio deteriorado no Centro de São Paulo com lance mínimo de R$ 7 milhões e um prédio comercial de oito andares em Belo Horizonte a partir de R$ 8,3 milhões. A direção dos Correios afirma que a venda de imóveis ociosos, que representam cerca de 60 a 70 unidades de um total de 2,3 mil, é crucial para reorganizar as finanças da empresa, reduzir custos operacionais e tentar recuperar sua capacidade de investimento, severamente comprometida pela perda de participação no mercado de entrega de encomendas.
Além da venda de imóveis, o plano de recuperação abrange um Plano de Desligamento Voluntário (PDV) para até 15 mil funcionários, com economia anual estimada em R$ 2,1 bilhões, e o fechamento de mil agências. A empresa também contraiu um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional para quitar dívidas. Apesar das ações, os Correios preveem déficits em 2025 e 2026, com expectativa de lucro apenas a partir de 2027, buscando reverter 12 trimestres consecutivos de prejuízos e restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro e a sustentabilidade da empresa.
InfoMoney • 6 fev, 22:46
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G1 Política • 6 fev, 16:32