O Ministério dos Portos e Aeroportos declarou que não tolerará atos violentos ou ocupações contra terminais da Cargill em Santarém (PA), após protestos indígenas contra privatização e dragagem de rios.
O governo federal, por meio do Ministério dos Portos e Aeroportos, emitiu um alerta de que não tolerará novos atos violentos ou ocupações contra os terminais da Cargill em Santarém, no Pará. A declaração surge após manifestantes indígenas terem ocupado o terminal portuário da empresa, interrompendo suas operações em protesto contra a privatização e a dragagem de rios amazônicos. Embora o governo garanta o direito à manifestação, considera ilegais atos que resultem em violência, invasões ou ocupações irregulares.
Em resposta aos protestos, que representam uma escalada nas tensões sobre os planos de dragagem de rios como o Tapajós – essenciais para o escoamento de grãos –, medidas foram tomadas. Entre elas, estão a notificação da Companhia Docas do Pará, o acionamento da Advocacia-Geral da União (AGU) e a suspensão da licitação da dragagem. Os manifestantes exigem a reconsideração do decreto 12.600, assinado pelo presidente Lula, que incluiu hidrovias federais no Programa Nacional de Desestatização (PND), permitindo estudos para concessão de serviços de navegabilidade.