Manifestantes indígenas ocuparam o terminal portuário da Cargill em Santarém, Pará, interrompendo operações em protesto contra planos de dragagem de rios na Amazônia.
Manifestantes indígenas ocuparam o terminal portuário da Cargill em Santarém, no Pará, paralisando as operações e forçando a saída de funcionários. A ação é um protesto direto contra os planos de dragagem de rios locais, como o Tapajós, que são utilizados para o transporte de grãos e que, segundo os indígenas, podem causar impactos significativos na qualidade da água e na pesca. A Cargill, que reportou indícios de vandalismo e depredação de ativos, afirmou não ter controle sobre os planos de dragagem.
Os manifestantes exigem que o governo brasileiro reconsidere um decreto que permitiria a dragagem, destacando a importância da preservação ambiental e dos recursos hídricos para suas comunidades. O terminal de Santarém é um ponto estratégico para a Cargill, responsável pelo embarque de mais de 5,5 milhões de toneladas métricas de soja e milho no ano passado, representando mais de 70% do volume total de grãos movimentados na cidade, o que ressalta a relevância econômica e logística da interrupção.