Caso Marielle: STF julga mandantes após seis anos do assassinato
Familiares de Marielle Franco e Anderson Gomes buscam justiça plena no julgamento dos mandantes no STF, seis anos após o crime que chocou o país.
Pontos principais
- Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018 no Rio de Janeiro.
- O STF iniciou o julgamento dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, do delegado Rivaldo Barbosa e outros três como mandantes do assassinato.
- A ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, afirmou que o julgamento é um marco para a democracia e um exemplo contra a impunidade.
- Marinete Silva, mãe de Marielle, manifestou surpresa com Rivaldo Barbosa, que se apresentava como amigo da família.
- Mônica Benício, viúva de Marielle, e Agatha Reis, viúva de Anderson, clamam por justiça plena e o desmantelamento da estrutura que possibilitou o crime.
- Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram presos em 2019 e condenados em 2024 como executores do crime.
- Delações de Lessa e Queiroz apontaram Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa como mandantes, presos em março de 2024 na Operação Murder Inc.
- A acusação aponta disputas fundiárias e grilagem como motivação do crime.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, ocorrido em 14 de março de 2018. Entre os réus estão os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Ronald Alves de Paula e Robson Calixto, todos presos preventivamente. A notícia do envolvimento de Barbosa causou grande surpresa e indignação entre os familiares de Marielle, especialmente Marinete Silva, sua mãe, que relatou que o delegado se apresentava como amigo da família e havia prometido empenho na resolução do caso.
Este julgamento ocorre mais de seis anos após o crime, que passou por fases de avanço e paralisia, com denúncias de obstrução e falsas pistas. Os executores do crime, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, já foram condenados em 2024, e suas delações foram cruciais para apontar os supostos mandantes. A família de Marielle Franco e Anderson Gomes expressa a expectativa de um desfecho positivo e de justiça plena. A ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, destacou que o julgamento é um marco para a democracia e um exemplo contra a impunidade, expondo estruturas criminosas profundas no Estado. Mônica Benício, viúva de Marielle, e Agatha Reis, viúva de Anderson, acompanham o julgamento e clamam por respostas, ressaltando que a justiça só será completa com o desmantelamento da estrutura que possibilitou o crime. A acusação aponta disputas fundiárias e grilagem como motivação do crime, enquanto as defesas negam e questionam a validade das delações.
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