Familiares de Marielle Franco expressam surpresa com o envolvimento do delegado Rivaldo Barbosa no crime, enquanto o STF se prepara para julgar os irmãos Brazão e o próprio delegado como mandantes do assassinato.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. Entre os réus estão os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, e o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A notícia do envolvimento de Barbosa causou grande surpresa e indignação entre os familiares de Marielle, especialmente Marinete Silva, sua mãe, que relatou que o delegado se apresentava como amigo da família e havia prometido empenho na resolução do caso.
Este julgamento ocorre quase oito anos após o crime, e a família de Marielle Franco expressa a expectativa de um desfecho positivo. Os executores do crime, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, já foram condenados em outubro de 2024. Ministros do STF veem este julgamento como uma oportunidade para a Corte abordar um tema de grande repercussão popular, buscando aliviar tensões internas e demonstrar a capacidade do sistema judiciário em lidar com casos complexos e de alta visibilidade.