O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, ocorrido em 14 de março de 2018. Entre os réus estão os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Ronald Alves de Paula e Robson Calixto, todos presos preventivamente. A notícia do envolvimento de Barbosa causou grande surpresa e indignação entre os familiares de Marielle, especialmente Marinete Silva, sua mãe, que relatou que o delegado se apresentava como amigo da família e havia prometido empenho na resolução do caso.
Este julgamento ocorre mais de seis anos após o crime, que passou por fases de avanço e paralisia, com denúncias de obstrução e falsas pistas. Os executores do crime, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, já foram condenados em 2024, e suas delações foram cruciais para apontar os supostos mandantes. A família de Marielle Franco e Anderson Gomes expressa a expectativa de um desfecho positivo e de justiça plena. A ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, destacou que o julgamento é um marco para a democracia e um exemplo contra a impunidade, expondo estruturas criminosas profundas no Estado. Mônica Benício, viúva de Marielle, e Agatha Reis, viúva de Anderson, acompanham o julgamento e clamam por respostas, ressaltando que a justiça só será completa com o desmantelamento da estrutura que possibilitou o crime. A acusação aponta disputas fundiárias e grilagem como motivação do crime, enquanto as defesas negam e questionam a validade das delações.
Agência Brasil - EBC • 24 fev, 11:10
InfoMoney • 24 fev, 09:30
G1 Política • 24 fev, 08:53
11 mar, 15:01
9 mar, 15:01
25 fev, 10:00
13 fev, 21:01
10 fev, 20:01