Justiça do Rio condena assassinos de Marielle Franco a indenizar viúva
A Justiça do Rio de Janeiro condenou Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, assassinos de Marielle Franco, a indenizar a viúva Mônica Benício por danos morais e pensão mensal.
Pontos principais
- Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz foram condenados a pagar R$ 200 mil por danos morais a Mônica Benício.
- A decisão inclui pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos de Marielle Franco e custeio de despesas médicas e psicológicas para a viúva.
- Mônica Benício considerou a decisão uma vitória simbólica, destacando que a busca por justiça vai além do aspecto financeiro e visa responsabilizar os mandantes.
- Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, e o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa, são réus no STF como supostos mandantes do crime.
- A investigação da Polícia Federal sugere que o assassinato de Marielle está ligado à sua oposição aos interesses do grupo político dos irmãos Brazão em questões fundiárias.
A Justiça do Rio de Janeiro proferiu uma decisão significativa ao condenar Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, já sentenciados pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, a indenizar Mônica Benício, viúva de Marielle. A condenação inclui o pagamento de R$ 200 mil por danos morais, uma pensão mensal correspondente a dois terços dos rendimentos da vereadora e o custeio de despesas médicas e psicológicas. Mônica Benício classificou a decisão como uma vitória simbólica, enfatizando que a luta por justiça transcende o aspecto financeiro, buscando a responsabilização dos mandantes do crime.
Este desdobramento ocorre enquanto a investigação sobre os mandantes avança no Supremo Tribunal Federal (STF), onde os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, e o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa, são réus. A delação premiada de Ronnie Lessa apontou os irmãos Brazão e Barbosa como os supostos mandantes, com Rivaldo Barbosa envolvido nos preparativos da execução. A Polícia Federal sugere que o assassinato de Marielle Franco foi motivado por sua oposição aos interesses do grupo político dos irmãos Brazão, relacionados a questões fundiárias em áreas de milícia no Rio de Janeiro, evidenciando a complexidade e a relevância política do caso.
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