Irã adverte estudantes sobre 'limites' em protestos e enfrenta ameaça dos EUA
Estudantes iranianos retomam protestos contra o regime de Khamenei, que adverte sobre 'limites', enquanto o Irã enfrenta ameaça de intervenção militar dos EUA e negociações nucleares.
Pontos principais
- Estudantes iranianos iniciaram uma nova onda de protestos contra o regime de Ali Khamenei em universidades, com confrontos e repressão.
- O Irã advertiu os estudantes sobre os 'limites' das manifestações, enquanto vídeos mostram a queima da bandeira iraniana e gritos de 'morte ao ditador'.
- A Human Rights Watch denunciou que prisões e torturas continuam, com detidos enfrentando execuções.
- Os Estados Unidos monitoram a situação, com navios de guerra na região e ameaças de ataque do presidente Donald Trump, caso negociações nucleares falhem.
- Negociações entre EUA e Irã estão agendadas em Genebra, com mediação de Omã, para discutir o programa nuclear iraniano.
Estudantes iranianos deflagraram uma nova série de protestos contra o regime de Ali Khamenei em diversas universidades do país, marcando o sábado e o domingo com confrontos e repressão. As manifestações, que ocorreram em instituições como a Universidade de Tecnologia Amirkabir em Teerã e em Mashhad, viram manifestantes entoarem slogans como 'líder assassino' e 'morte ao ditador', além de queimarem a bandeira iraniana. Em resposta, o Irã advertiu os estudantes sobre os 'limites' das manifestações, enquanto a TV estatal iraniana acusou indivíduos de atacarem estudantes pró-governo.
Esta nova onda de descontentamento surge após uma violenta repressão em dezembro, que resultou em milhares de mortes e denúncias de tortura e execuções pela Human Rights Watch. A situação no Irã é monitorada de perto pelos Estados Unidos, que mantêm navios de guerra no Oriente Médio e cujo presidente, Donald Trump, ameaça atacar o Irã caso as negociações nucleares falhem. Negociações entre EUA e Irã estão agendadas em Genebra, com mediação de Omã, para discutir o programa nuclear iraniano, enquanto o Irã alertou que responderá 'ferozmente' a qualquer ataque americano e iniciou manobras militares no Golfo.
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