Estudantes iranianos iniciaram uma nova onda de protestos contra o regime de Ali Khamenei em diversas universidades, resultando em confrontos e repressão, enquanto os EUA monitoram a situação.
Estudantes iranianos deflagraram uma nova série de protestos contra o regime de Ali Khamenei em diversas universidades do país, marcando o sábado e o domingo com confrontos e repressão. As manifestações, que ocorreram em instituições como a Universidade de Tecnologia Amirkabir em Teerã e em Mashhad, viram manifestantes entoarem slogans como "líder assassino" em referência a Khamenei. A TV estatal iraniana, por sua vez, acusou indivíduos de atacarem estudantes pró-governo, enquanto vídeos circulavam mostrando a intensidade dos protestos.
Esta nova onda de descontentamento surge após uma violenta repressão em dezembro, que resultou em milhares de mortes. A situação no Irã é monitorada de perto pelos Estados Unidos, que mantêm navios de guerra no Oriente Médio, e pelo presidente Donald Trump, que ameaça atacar o Irã caso as negociações nucleares falhem. Em um dos protestos, na Universidade de Tecnologia Sharif, manifestantes chegaram a pedir que Reza Pahlavi se torne o novo monarca, evidenciando a busca por mudanças políticas profundas.