A Justiça de São Paulo determinou a penhora de 381.260 ações de Paulo Maluf na Eucatex para saldar parte de uma condenação por prejuízos aos cofres públicos na década de 1990.
A Justiça de São Paulo determinou a penhora de 381.260 ações do ex-prefeito Paulo Maluf na empresa Eucatex. A decisão busca quitar um saldo de R$ 7,6 milhões de uma condenação imposta a Maluf por operações que causaram prejuízos aos cofres públicos municipais na década de 1990. A condenação original, que totalizava cerca de R$ 60,7 milhões (em valores atualizados até 2022), resultou de investigações da CPI dos Precatórios de 1996, que apontaram irregularidades na venda e recompra de títulos municipais.
Maluf havia alegado que as operações foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) e que não teve participação direta, mas seus argumentos foram rejeitados. Em 2001, o desembargador Paulo Travain confirmou a condenação, classificando as operações como ilegais e lesivas ao patrimônio público. O município de São Paulo já conseguiu recuperar a maior parte dos valores devidos através de outras penhoras realizadas anteriormente.