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Macron defende eurobônus para desafiar dólar e critica acordo UE-Mercosul

Emmanuel Macron propõe eurobônus para reduzir dependência do dólar e reitera oposição ao acordo UE-Mercosul, classificando-o como "mau negócio", além de criticar lentidão na soberania europeia.

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Foto: G1 Política
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10/02 às 04:00 · atualizado 08:00

Pontos principais

  • Emmanuel Macron defende que a UE utilize mecanismos de empréstimo conjunto, como eurobônus, para investir e diminuir a dependência do dólar americano.
  • O presidente francês reiterou sua visão de que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul é um "mau negócio" para a Europa, defendendo a proteção das indústrias europeias.
  • Macron argumenta que a UE está subendividada em comparação com EUA e China, perdendo oportunidades de investimento tecnológico, e critica a lentidão nos planos de soberania europeia.
  • Ele alertou que a Europa não deve confundir uma trégua com Washington com uma mudança duradoura, citando a postura "abertamente antieuropeia" do governo Trump.
  • As declarações ocorrem antes de uma reunião de chefes de Estado e de governo europeus em Bruxelas para discutir competitividade.

O presidente francês Emmanuel Macron propôs que a União Europeia adote mecanismos de empréstimo conjunto, como os eurobônus, para realizar investimentos em larga escala e, assim, reduzir a dependência do dólar americano. Segundo Macron, a UE está subendividada em comparação com potências como os Estados Unidos e a China, o que a impede de aproveitar oportunidades de investimento tecnológico. Ele também criticou a lentidão nos planos para tornar a Europa mais soberana e a necessidade de simplificar o mercado interno, alertando que a Europa não deve confundir uma trégua com Washington com uma mudança duradoura, citando a postura "abertamente antieuropeia" do governo Trump.

Além de defender uma maior autonomia financeira e estratégica para a Europa, Macron reiterou sua forte oposição ao acordo comercial entre a UE e o Mercosul, classificando-o como um "mau negócio" para o continente. Ele enfatizou a necessidade de proteger as indústrias europeias e expressou preocupação com possíveis retaliações dos EUA contra países da UE que planejam proibir redes sociais para crianças. As declarações foram feitas antes de uma reunião crucial de chefes de Estado e de governo europeus em Bruxelas, onde a competitividade do bloco será o tema central.

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