O Brasil registrou um aumento alarmante de 4 mil para mais de 72 mil diagnósticos de câncer de pele em uma década, impulsionado por fatores como exposição solar e envelhecimento, e agravado por desigualdades no acesso ao tratamento.
O Brasil enfrenta um crescimento exponencial nos casos de câncer de pele, com os diagnósticos saltando de pouco mais de 4 mil em 2014 para mais de 72 mil em 2024, conforme dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Este aumento de 17 vezes em uma década é atribuído a uma combinação de fatores, incluindo a maior exposição solar da população, a predominância de indivíduos com pele clara e o envelhecimento demográfico do país. As regiões Sul e Sudeste, com destaque para Espírito Santo e Santa Catarina, são as mais afetadas por essa incidência crescente.
Além dos fatores ambientais e demográficos, a desigualdade no acesso à saúde agrava o cenário. Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrentam barreiras significativas, como a dificuldade 2,6 vezes maior para agendar consultas com dermatologistas em comparação com a rede privada. Essa disparidade se reflete no tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento, que é consideravelmente maior nas regiões Norte e Nordeste, frequentemente excedendo os 60 dias. Para mitigar esse problema e promover a prevenção, a SBD propõe a inclusão do filtro solar na lista de itens essenciais da Reforma Tributária, visando facilitar o acesso da população a medidas protetivas.