Um estudo da Fundação do Câncer revela que a falta de informações cruciais em registros oficiais sobre câncer de pele no Brasil prejudica o diagnóstico precoce e a formulação de políticas públicas.

Um estudo recente da Fundação do Câncer aponta que a ausência de dados relevantes nos registros oficiais sobre câncer de pele no Brasil está comprometendo o diagnóstico precoce e a eficácia das políticas públicas de saúde. As lacunas são significativas, com mais de 36% dos casos sem informações sobre raça/cor da pele e cerca de 26% sem dados sobre a escolaridade dos pacientes. A Região Sudeste é a que mais carece de informações sobre raça/cor, enquanto o Centro-Oeste lidera na falta de dados sobre escolaridade.
O câncer de pele é o tipo mais comum no país, com projeções de 263.282 novos casos de não melanoma e 9.360 de melanoma por ano entre 2026 e 2028. O principal fator de risco é a exposição à radiação ultravioleta, mas o pesquisador Alfredo Scaff também destaca a importância de considerar riscos ocupacionais e o uso de equipamentos de proteção individual. Entre 2014 e 2023, o Brasil registrou 452.162 casos de câncer de pele, sendo a incidência maior em indivíduos acima de 50 anos.
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