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Mortes por câncer colorretal devem quase triplicar até 2030 no Brasil

Pesquisadores estimam que o Brasil registrará cerca de 127 mil mortes por câncer colorretal até 2030, impulsionadas pelo envelhecimento populacional e diagnóstico tardio.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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18/03 às 18:03

Pontos principais

  • O número de mortes por câncer colorretal no Brasil deve aumentar quase três vezes entre 2026 e 2030, em comparação com 2001-2005.
  • Estima-se que 127 mil pessoas morrerão pela doença nos próximos cinco anos, com aumentos de 181% para homens e 165% para mulheres.
  • O aumento é atribuído ao envelhecimento da população, hábitos nocivos e diagnóstico tardio, com 65% dos casos identificados em estágios avançados.
  • As mortes resultarão em 12,6 milhões de anos potenciais de vida perdidos e Int$ 22,6 bilhões em perdas de produtividade até 2030.
  • Regiões Norte e Nordeste devem apresentar os maiores aumentos relativos de mortes, apesar da concentração atual no Sul e Sudeste.

O Brasil deve enfrentar um aumento significativo nas mortes por câncer colorretal, com projeções indicando que o número quase triplicará até 2030 em comparação com o período de 2001-2005. Pesquisadores estimam que cerca de 127 mil pessoas morrerão da doença nos próximos cinco anos, com aumentos de 181% para homens e 165% para mulheres. A pesquisadora Marianna Cancela, do Inca, aponta o envelhecimento populacional, a alta de novos casos e hábitos nocivos, como o consumo de ultraprocessados e a inatividade física, como fatores contribuintes. Além disso, o diagnóstico tardio é um agravante, com aproximadamente 65% dos casos sendo identificados em estágios avançados, o que dificulta o tratamento e eleva a mortalidade.

As consequências desse cenário vão além das vidas perdidas. O estudo prevê que as mortes por câncer colorretal resultarão em 12,6 milhões de anos potenciais de vida perdidos e uma perda de produtividade estimada em Int$ 22,6 bilhões até 2030. Embora as regiões Sul e Sudeste concentrem a maioria das mortes atualmente, Norte e Nordeste devem registrar os maiores aumentos relativos, impulsionados por indicadores socioeconômicos e a adoção de padrões de comportamento prejudiciais. Para mitigar esse impacto, o estudo ressalta a importância de políticas públicas focadas na redução de desigualdades, implementação de programas de rastreamento e promoção de estilos de vida saudáveis.

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