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Quatro em cada dez mortes por câncer no Brasil são evitáveis, aponta estudo

Um estudo internacional revela que 43,2% das mortes por câncer no Brasil poderiam ser evitadas através de prevenção, diagnóstico precoce e melhor acesso a tratamento, destacando a urgência de políticas públicas.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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19/02 às 19:03

Pontos principais

  • Cerca de 43,2% das mortes por câncer no Brasil (aproximadamente 109,4 mil de 253,2 mil esperadas até 2027) são consideradas evitáveis.
  • A pesquisa, publicada na revista The Lancet, analisou 35 tipos de câncer em 185 países e foi conduzida por autores ligados à Iarc/OMS.
  • As mortes evitáveis no Brasil se dividem em 65,2 mil preveníveis (a doença não ocorreria) e 44,2 mil por diagnóstico precoce e tratamento inadequado.
  • Globalmente, 47,6% das mortes por câncer são evitáveis, com 33,2% preveníveis e 14,4% por falhas no diagnóstico e tratamento.
  • Fatores de risco como tabaco, álcool, excesso de peso, radiação UV e infecções (HPV, hepatite, H. pylori) são os principais contribuintes.

Um estudo internacional de grande impacto, publicado na revista The Lancet e conduzido por pesquisadores ligados à Iarc/OMS, revelou que 43,2% das mortes por câncer no Brasil são evitáveis. Isso representa cerca de 109,4 mil óbitos de um total de 253,2 mil esperados até 2027. A pesquisa analisou 35 tipos de câncer em 185 países, destacando que as mortes evitáveis no Brasil se dividem entre 65,2 mil que poderiam ser prevenidas e 44,2 mil que poderiam ser evitadas por meio de diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Os principais fatores de risco identificados incluem tabaco, álcool, excesso de peso, radiação UV e infecções como HPV, hepatite e H. pylori. O estudo aponta para a necessidade urgente de campanhas antitabagismo e antialcoolismo, regulação de alimentos não saudáveis e vacinação (HPV) como medidas eficazes de combate. Há também grandes disparidades regionais e por Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com países de baixo IDH apresentando as maiores proporções de mortes evitáveis, o que sublinha a importância de políticas de saúde pública mais robustas e equitativas.

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