Um estudo internacional revela que 43,2% das mortes por câncer no Brasil poderiam ser evitadas através de prevenção, diagnóstico precoce e melhor acesso a tratamento, destacando a urgência de políticas públicas.
Um estudo internacional de grande impacto, publicado na revista The Lancet e conduzido por pesquisadores ligados à Iarc/OMS, revelou que 43,2% das mortes por câncer no Brasil são evitáveis. Isso representa cerca de 109,4 mil óbitos de um total de 253,2 mil esperados até 2027. A pesquisa analisou 35 tipos de câncer em 185 países, destacando que as mortes evitáveis no Brasil se dividem entre 65,2 mil que poderiam ser prevenidas e 44,2 mil que poderiam ser evitadas por meio de diagnóstico precoce e tratamento adequado.
Os principais fatores de risco identificados incluem tabaco, álcool, excesso de peso, radiação UV e infecções como HPV, hepatite e H. pylori. O estudo aponta para a necessidade urgente de campanhas antitabagismo e antialcoolismo, regulação de alimentos não saudáveis e vacinação (HPV) como medidas eficazes de combate. Há também grandes disparidades regionais e por Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com países de baixo IDH apresentando as maiores proporções de mortes evitáveis, o que sublinha a importância de políticas de saúde pública mais robustas e equitativas.