A Groenlândia se tornou um ponto focal de tensões geopolíticas, com a Europa e a Rússia reagindo às ambições do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, de adquirir a ilha. Países europeus, incluindo Alemanha, França e Holanda, enviaram pequenos contingentes militares para a Groenlândia a pedido da Dinamarca, que mantém laços políticos com o território. Essa movimentação militar é uma resposta direta ao interesse de Trump na ilha, que ele considera vital para a segurança nacional americana e para seu projeto de "Domo de Ouro" de defesa antimísseis. Os EUA já mantêm uma base e cerca de 200 militares na Groenlândia, ressaltando sua importância estratégica no Ártico.
As ameaças de Trump foram além do desejo de compra. Ele anunciou tarifas de 10% a 25% sobre oito países europeus, incluindo a Dinamarca, como forma de pressionar pela venda da Groenlândia. Em resposta, a União Europeia convocou uma reunião de emergência para discutir uma resposta coordenada a essas tarifas, que foram condenadas por líderes europeus como uma "perigosa escalada negativa". O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, chegou a alertar que uma invasão dos EUA à Groenlândia faria de Putin "o homem mais feliz do mundo", legitimando a invasão russa da Ucrânia e enfraquecendo a OTAN. A Groenlândia, por sua vez, expressou gratidão pelo apoio europeu diante das ameaças tarifárias.
Enquanto isso, a Rússia criticou veementemente a crescente presença militar da OTAN na Groenlândia, classificando a narrativa de ameaça russa ou chinesa como um "mito" usado para justificar a mobilização. A Dinamarca, por sua vez, planeja uma presença militar "maior e mais permanente" de tropas da OTAN na ilha, reforçando a militarização da região. Especialistas alertam que, embora uma invasão direta seja improvável, o aumento das tensões e a militarização do Ártico elevam o risco de escaladas acidentais, exigindo canais de comunicação eficazes entre as potências.
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