Governo aposta em novo ministro da Justiça para destravar PEC da Segurança na Câmara
O governo federal espera que a experiência do novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e o diálogo com o relator Mendonça Filho impulsionem a votação da PEC da Segurança Pública na Câmara dos Deputados.
Pontos principais
- Wellington César Lima e Silva, novo ministro da Justiça, é visto como peça-chave para o avanço da PEC da Segurança Pública devido à sua experiência como procurador de Justiça.
- A PEC da Segurança Pública é prioridade para o governo, buscando aprovar a proposta com planejamento integrado, autonomia da PF e constitucionalização do Fundo Nacional de Segurança Pública.
- O relator Mendonça Filho projeta entre 360 e 380 votos favoráveis e espera que a PEC seja votada até abril, apesar do ano eleitoral.
- A proposta visa ampliar as prerrogativas da União na segurança pública, promover maior integração entre entes federativos e incluir na Constituição medidas de combate a facções e organizações criminosas.
- O texto também prevê restrições à progressão de pena para criminosos organizados e violentos, além de ampliar as competências da Polícia Rodoviária Federal.
O governo federal deposita suas esperanças no novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para destravar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública na Câmara dos Deputados. A expectativa é que a experiência do ministro, somada ao diálogo com o relator Mendonça Filho, acelere o processo de aprovação de uma das prioridades do governo. A PEC busca manter a "espinha dorsal" original, que inclui planejamento integrado, autonomia da Polícia Federal e a constitucionalização do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Apesar de um ano eleitoral, o relator Mendonça Filho demonstra otimismo, projetando entre 360 e 380 votos favoráveis e a expectativa de votação até abril, dada a preocupação da população com a segurança. A proposta original, enviada pelo presidente Lula, enfrentou resistência por centralizar prerrogativas de segurança na União. O texto visa ampliar as competências da União na segurança pública, promover maior integração entre os entes federativos, e incluir na Constituição medidas de combate a facções e organizações criminosas, além de prever restrições à progressão de pena para criminosos organizados e violentos.
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