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Operação Força Integrada

A Operação Força Integrada é uma ação policial nacional coordenada pela Polícia Federal que mobiliza simultaneamente as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em diversos estados brasileiros. O objetivo é desarticular facções criminosas através do cumprimento de mandados de prisão e do ataque ao patrimônio ilícito, como o bloqueio de bens e ativos financeiros. Atualmente, a operação segue em edições sucessivas, consolidando a cooperação entre diferentes forças de segurança.

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O que é a Operação Força Integrada

A Operação Força Integrada é uma ação policial nacional coordenada pela Polícia Federal que mobiliza, no mesmo dia e de forma simultânea, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) espalhadas pelos estados brasileiros. Cada edição reúne o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos em investigações diferentes, conduzidas por cada FICCO local, e os concentra em uma única deflagração nacional.

O alvo declarado são organizações criminosas — facções — e os crimes associados a elas: tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídios e extorsão. Além das prisões, as edições vêm dando peso crescente ao ataque patrimonial, com bloqueio, sequestro e restrição de bens ligados aos investigados.

A operação é numerada em edições sucessivas. A primeira ocorreu em março de 2026; a quarta, em 16 de setembro de 2026.

O que é a FICCO

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) é uma estrutura de cooperação criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com órgãos federais e estaduais de segurança. Funciona como força-tarefa permanente — não como um mutirão episódico —, com equipes fixas que reúnem policiais de instituições diferentes trabalhando na mesma investigação.

A composição varia de estado para estado, mas em geral inclui Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias civis, militares e penais estaduais, guardas municipais, secretarias estaduais de segurança pública e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). A coordenação é da Polícia Federal, e a atuação se dá sem hierarquia entre as instituições participantes.

Segundo a Senappen, os objetivos da FICCO incluem desarticular facções que atuam dentro e fora do sistema prisional, combater o tráfico de drogas, armas e munições, enfrentar crimes patrimoniais como roubo de carga e a bancos, atacar a lavagem de dinheiro e a ocultação de bens, e evitar esforços duplicados entre polícias.

As FICCOs estão presentes em todas as unidades da Federação e no Distrito Federal.

O que aconteceu na Operação Força Integrada IV

A Operação Força Integrada IV foi deflagrada em 16 de setembro de 2026 e mobilizou 20 bases das FICCOs em 19 unidades da Federação.

O balanço divulgado no dia apontou:

  • 106 mandados de prisão e 173 mandados de busca e apreensão;
  • 101 pessoas presas, somando mandados cumpridos e prisões em flagrante;
  • mais de R$ 508 milhões em bloqueios, sequestros e restrições patrimoniais, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros;
  • 29 imóveis sequestrados, 18 veículos apreendidos e R$ 171,8 mil em dinheiro.

O maior volume de bloqueio patrimonial foi registrado no Tocantins, com cerca de R$ 412,5 milhões, em investigação sobre a estrutura financeira e logística de apoio ao tráfico internacional de drogas. No Mato Grosso do Sul, os bloqueios chegaram a R$ 75 milhões. Na Bahia, a ação local, batizada de Operação Eirene 2, cumpriu 57 mandados de busca e 45 de prisão contra suspeitos ligados a tráfico, homicídios e extorsão, com cerca de R$ 12 milhões em bens bloqueados.

A diferença entre os 106 mandados de prisão e as 101 pessoas presas se explica pela contagem: mandados expedidos não correspondem necessariamente a alvos localizados no dia.

Edições anteriores: Força Integrada I, II e III

Força Integrada I — 18 de março de 2026. A primeira edição alcançou 15 estados: São Paulo, Maranhão, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe. O balanço divulgado apontou 183 mandados de busca e apreensão, 115 mandados de prisão e cerca de R$ 370 milhões em bens bloqueados — a maior parte em ações no Maranhão e em São Paulo.

Força Integrada II — 12 de maio de 2026. Deflagrada em 16 estados (Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro), com 165 mandados de busca e apreensão e 71 de prisão previstos. O balanço final registrou 82 presos — 73 por mandado e 9 em flagrante —, 161 buscas cumpridas, 25 veículos e 10 armas apreendidos e R$ 103,8 milhões em bens bloqueados. Na Paraíba, a ação mirou a facção Nova OKD em João Pessoa; em Minas Gerais, alvos ligados ao tráfico internacional em Uberlândia e Ituiutaba.

Força Integrada III — 8 de julho de 2026. Envolveu 19 FICCOs em 16 estados, com 181 mandados de busca e apreensão e 93 de prisão. Cada ação local recebeu nome próprio — como Zip Lock, Conexão Amazônia, Blend e Thálassa —, padrão que se repete nas demais edições.

Como funciona a operação

O desenho é o oposto de uma operação única com um alvo único. Cada FICCO estadual conduz suas próprias investigações ao longo dos meses; quando a data nacional é marcada, os mandados prontos são cumpridos no mesmo dia, em todos os estados participantes. Por isso os números agregados (mandados, prisões, bens bloqueados) não se referem a uma só organização criminosa, e sim à soma de dezenas de inquéritos distintos.

Dois traços definem o modelo:

  • Ausência de hierarquia entre as instituições. Polícia Federal, polícias estaduais, PRF e guardas municipais atuam lado a lado, com compartilhamento de inteligência, sem que uma corporação comande as outras.
  • Descapitalização. As decisões judiciais vão além da prisão e alcançam o patrimônio: bloqueio de contas, sequestro de imóveis e veículos, restrição de ativos financeiros. Foi essa frente que explicou o salto de R$ 103,8 milhões na segunda edição para mais de R$ 508 milhões na quarta.

Quais crimes são investigados

As edições da Força Integrada concentram-se em tráfico de drogas, tráfico de armas e munições, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, homicídios e extorsão praticados por facções, além de outros delitos cometidos no âmbito de organizações criminosas.

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