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HBR Realty

A HBR Realty é a empresa de imóveis comerciais da família Borenstein, com sede em Mogi das Cruzes (SP), dona de shoppings, centros de conveniência ComVem e prédios de escritórios. Em 28 de outubro de 2026, comprou 83,16% da incorporadora Helbor, do mesmo controlador, numa oferta paga em ações da própria HBR ao preço final de R$ 2,73. A liquidação está prevista para 9 de novembro, e o cancelamento do registro da Helbor na bolsa ainda está pendente.

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Foto: Reprodução/NeoFeed

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O que é a HBR Realty

A HBR Realty é uma empresa de imóveis comerciais da família Borenstein, com sede em Mogi das Cruzes (SP) e ações na B3 (código HBRE3), que em 28 de outubro de 2026 comprou 83,16% da incorporadora Helbor.

  • Desenvolve, aluga e administra shoppings, centros de conveniência, prédios de escritórios e outros imóveis de renda.
  • Foi fundada em 2 de dezembro de 2011 por Henrique Borenstein e o filho, Henry.
  • O CEO é Alexandre Nakano.
  • Tem endereço também na avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo.

O que a HBR faz

Foto: Tet / CC0
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Tijolo por Tijolo #12 - Estratégias da HBR Realty no desenvolvimento de ativos imobiliários

A empresa organiza o negócio em quatro plataformas:

  • HBR Malls: shoppings, como Mogi Shopping, Suzano Shopping, Patteo Urupema e Patteo Olinda.
  • ComVem: centros de conveniência de bairro, com lojas de serviços e alimentação.
  • HBR 3A: prédios corporativos de alto padrão em São Paulo.
  • HBR Opportunities: hotéis, estacionamentos e outros ativos.

Em 27 de agosto de 2026, a HBR informou ter recebido proposta da SPX Real Estate para comprar parte de sua participação em Mogi Shopping, Suzano Shopping, Patteo Olinda e no prédio Lead Corporate Faria Lima. A empresa deu exclusividade à gestora; o negócio depende de auditoria e da aprovação do Cade.

A Helbor e a relação entre as duas

A Helbor é uma incorporadora de imóveis residenciais fundada em 1977 em Mogi das Cruzes. O nome homenageia Hélio Borenstein, imigrante russo que chegou ao Brasil em 1917.

As duas empresas tinham o mesmo controlador, a família Borenstein, com cerca de metade do capital de cada uma, e conselhos e comitês separados. A HBR estreou na bolsa em 26 de janeiro de 2021, depois de uma oferta restrita que captou R$ 729,6 milhões a R$ 19,10 por ação. Em 2021, a gestora Dynamo era sócia da família nos dois negócios.

A compra da Helbor

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Fato Relevante: HBR Realty conclui oferta pública de 80% do capital | CNN NOVO DIA

Em 3 de julho de 2026, a HBR lançou uma oferta pública de permuta para comprar todas as ações da Helbor e tirá-la da bolsa, pagando só em ações. A relação de troca, de 0,81553398 ação da HBR por ação da Helbor, saiu da média das cotações dos 90 pregões anteriores, calculada pela Apsis.

  • Motivo: segundo Nakano, as ações das duas estavam paradas e negociavam abaixo do valor patrimonial. A união junta a renda de aluguéis da HBR à incorporação da Helbor, que tem banco de terrenos de R$ 12 bilhões, 83% em São Paulo.
  • Condições: comprar ao menos 50,1% do capital e ter a adesão de mais de dois terços dos minoritários habilitados. A família só vendia se esse quórum fosse alcançado.
  • Recomendação: em outubro de 2026, o conselho da Helbor recomendou aos acionistas aceitar a oferta.
  • Leilão: em 28 de outubro de 2026, na B3, a HBR comprou 111.309.092 ações da Helbor, 83,16% do capital, ao preço final de R$ 2,73, com a entrega de 90.776.347 ações próprias. O BTG Pactual intermediou e garante a liquidação.

Polêmicas

O preço ficou abaixo do valor patrimonial da Helbor, de R$ 10,91 por ação, e do valor por fluxo de caixa descontado calculado pela Apsis, de R$ 3,95, segundo o NeoFeed. As ações da Helbor chegaram a cair mais de 20% no pregão de 6 de julho de 2026, o primeiro depois do anúncio. No parecer em que recomendou a adesão, o conselho da Helbor argumentou que, numa troca de ações, o que importa é a relação de troca, e não o preço.

O que acontece agora

  • Liquidação: prevista para 9 de novembro de 2026, quando a Helbor passa a ser subsidiária da HBR.
  • Quem ficou de fora: acionistas que não venderam no leilão podem vender à HBR de 29 de outubro a 28 de novembro de 2026, nas condições do edital.
  • Fechamento de capital: a HBR dá andamento aos atos para cancelar, na CVM, o registro da Helbor como companhia aberta de categoria A, e a Helbor deixa o Novo Mercado. Até a conclusão desses atos, a saída da bolsa segue pendente.

Linha do tempo

  • 1977: fundação da Helbor, em Mogi das Cruzes.
  • 2 de dezembro de 2011: fundação da HBR Realty.
  • 26 de janeiro de 2021: HBR estreia na B3.
  • 3 de julho de 2026: HBR anuncia oferta para comprar 100% da Helbor.
  • 5 de outubro de 2026: publicação do edital da oferta.
  • 28 de outubro de 2026: leilão; HBR fica com 83,16% da Helbor.

Perguntas frequentes

O que é a HBR Realty?

É a empresa de imóveis comerciais da família Borenstein, dona de shoppings, centros ComVem e prédios de escritórios, que comprou 83,16% da Helbor em 2026.

Qual é o código da HBR Realty na bolsa?

HBRE3, no Novo Mercado da B3.

Quem é o dono da HBR Realty?

A família Borenstein, que controla a empresa por meio da holding Hélio Borenstein S.A.

O que acontece com quem tinha ações da Helbor?

Quem aderiu recebe 0,81553398 ação da HBR por ação da Helbor. Quem não aderiu pode vender à HBR até 28 de novembro de 2026.

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