Alberto Toshio Murakami, conhecido como 'Americano', é um ex-auditor fiscal da Fazenda do Estado de São Paulo foragido da justiça brasileira. Ele é investigado na Operação Ícaro, acusado de corrupção passiva por 46 vezes, totalizando mais de R$ 6,6 milhões em propinas em um esquema bilionário na Receita paulista. Sua prisão preventiva foi mantida pela Justiça de São Paulo, e ele está incluído na Difusão Vermelha da Interpol, sendo procurado internacionalmente.
Alberto Toshio Murakami, conhecido como 'Americano', é um ex-auditor fiscal da Fazenda do Estado de São Paulo que se tornou foragido da justiça brasileira. Ele é investigado e teve sua prisão preventiva mantida no âmbito da Operação Ícaro, que desmantelou um esquema bilionário de propinas na Receita paulista. Murakami é acusado de corrupção passiva por 46 vezes, totalizando mais de R$ 6,6 milhões em propinas, e está incluído na Difusão Vermelha da Interpol.
A Operação Ícaro foi deflagrada em agosto de 2025 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate a Delitos Econômicos (Gedec) do Ministério Público de São Paulo. A operação revelou um esquema fraudulento de ressarcimento indevido de créditos tributários, envolvendo pagamentos de propinas para agilizar a liberação de valores a grandes companhias. O líder do esquema, segundo a Promotoria, era o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto. Alberto Toshio Murakami, que se aposentou em janeiro de 2025, é apontado como um dos operadores da trama, sendo acusado de instrumentalizar procedimentos para o ressarcimento de ICMS-ST e de ter recebido certificados digitais e senhas de clientes de uma empresa de fachada utilizada para lavagem de dinheiro.
Murakami estava fora do Brasil quando sua prisão foi decretada e, em fevereiro de 2026, a Justiça de São Paulo manteve a ordem de prisão preventiva, rejeitando o pedido de revogação de sua defesa. A decisão judicial destacou que a residência de Murakami no exterior fragiliza a eficácia da jurisdição penal brasileira e não garante sua submissão ao processo. Ele é acusado de ter apresentado um ex-colega de faculdade, Paulo César Gaieski, à empresa Smart Tax, facilitando supostamente a prática dos ilícitos.