A Cargill, uma empresa global de agronegócio, enfrenta protestos e ocupações de manifestantes indígenas em seu terminal portuário em Santarém, Pará. Os atos são motivados pela oposição à dragagem de rios amazônicos, como o Tapajós, facilitada por um decreto governamental de 2025 que incluiu hidrovias federais no Programa Nacional de Desestatização. O governo federal, embora defenda a dragagem como rotina, declarou não tolerar ações violentas e ocupações, acionando órgãos como a AGU e suspendendo a licitação da dragagem em resposta à escalada dos protestos que interromperam as operações da Cargill.
A Cargill é uma empresa global do setor de alimentos e agronegócio que opera terminais portuários no Brasil, incluindo um em Santarém, Pará. A empresa tem sido alvo de protestos e ocupações por manifestantes indígenas e outros grupos, que se opõem à dragagem de rios amazônicos, como o Tapajós, para facilitar o transporte de grãos. Esses atos geraram uma resposta do governo federal, que declarou não tolerar ações violentas e ocupações irregulares, ao mesmo tempo em que acionou órgãos como a Advocacia-Geral da União (AGU) e suspendeu a licitação da dragagem.
As tensões entre manifestantes e a Cargill em Santarém intensificaram-se em janeiro de 2026, quando bloqueios de caminhões foram iniciados no acesso ao terminal da empresa. Os protestos são motivados pela oposição à dragagem de rios na Amazônia, uma prática que, segundo os manifestantes, foi facilitada pelo Decreto 12.600, assinado em agosto de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este decreto incluiu hidrovias federais como as do Rio Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND), permitindo estudos técnicos e eventual concessão de serviços de navegabilidade, como a dragagem. O governo federal defende a dragagem como uma medida de rotina para garantir o tráfego fluvial em períodos de estiagem. Em fevereiro de 2026, os protestos escalaram para a ocupação do terminal portuário da Cargill, interrompendo suas operações. A Cargill é uma importante exportadora de grãos, tendo embarcado mais de 5,5 milhões de toneladas de soja e milho via Santarém no ano anterior.