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JD Vance busca independência de Trump após derrota republicana

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, atribui a derrota republicana nas legislativas de 3 de novembro à guerra no Irã, em movimento visto como preparação para 2028.

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Foto: G1 Mundo
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07/11 às 15:45, atualizado 16:00

Pontos principais

  • Segundo Vance, o próprio Trump disse na noite de 3 de novembro que a guerra foi a razão da derrota.
  • Vance diz que o problema não foi a participação, e sim que muitos eleitores de Trump e Vance em 2024 votaram nos democratas em 2026; na Flórida, o eleitorado foi 9 pontos mais republicano que democrata, cerca de dois pontos abaixo de 2024.
  • Vance diz que um pollster previa derrota de 13 pontos no voto genérico e que, ao perguntar a eleitores que abandonaram o partido o que os traria de volta, as quatro respostas mais citadas foram: acabar com a guerra, foco no custo de vida e na inflação, "America First" e mudar a relação com Israel.
  • Vance concorda com um pollster que disse que a mensagem econômica do partido não foi nítida o bastante no fim da campanha.
  • Vance convida quem acha que a guerra valeu a pena, inclusive pela perda do Senado por seis anos, a defender essa posição.
  • Donald Trump, apesar de reconhecer o desgaste político, mantém o apoio à operação militar no Irã.
  • O presidente Trump nomeou Stephen Miller como novo chefe de gabinete após o revés eleitoral.
  • A mudança de postura de Vance é vista como uma estratégia para se consolidar como liderança conservadora para 2028.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, iniciou um distanciamento político em relação a Donald Trump após a derrota republicana nas eleições legislativas de 3 de novembro. No X, Vance escreveu que a razão da derrota é a guerra contra o Irã. Ele defende o encerramento do conflito e uma mudança de foco para a redução do custo de vida, em uma tentativa deliberada de construir identidade própria para uma possível candidatura em 2028.

Enquanto isso, o governo Trump enfrenta instabilidade interna, com a substituição de Susie Wiles por Stephen Miller na chefia de gabinete na sexta-feira (6). Embora o presidente mantenha a defesa da operação militar, os democratas assumem o controle do Congresso. Analistas apontam que a movimentação de Vance reflete a pressão sobre a cúpula republicana para redefinir sua plataforma diante de um eleitorado cada vez mais competitivo.

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