Brasil atrai investimentos bilionários para construção de data centers
O país se torna um polo global de data centers devido a custos energéticos competitivos, incentivos fiscais e foco na soberania digital.
Pontos principais
- Empresas como Amazon, Google e Microsoft lideram investimentos no setor.
- A Lei REDATA reduziu impostos sobre equipamentos e exige contrapartidas em P&D.
- O custo de energia no Brasil é metade do praticado nos EUA, com 87% de matriz renovável.
- O governo federal busca processar dados nacionalmente para fortalecer a soberania digital.
- Projetos enfrentam desafios de infraestrutura elétrica e questões ambientais e indígenas.
O Brasil tem se consolidado como um destino estratégico para a expansão de data centers de gigantes da tecnologia, como Amazon, Google e Microsoft. O movimento é impulsionado pela Lei REDATA, sancionada em setembro, que desonerou a importação de equipamentos e estabeleceu novas diretrizes para pesquisa e desenvolvimento. Além do suporte regulatório, o país oferece uma vantagem competitiva significativa no custo da energia elétrica, que é menos da metade do valor praticado nos Estados Unidos, contando com uma matriz composta por 87% de fontes renováveis.
O objetivo central do governo brasileiro é fortalecer a soberania digital, permitindo que dados atualmente processados no exterior sejam geridos localmente. Apesar do otimismo, o setor enfrenta obstáculos operacionais e sociais, incluindo a necessidade de expansão da rede elétrica nacional para suportar a alta demanda. Adicionalmente, alguns projetos de infraestrutura têm sido alvo de questionamentos ambientais e ações judiciais movidas por comunidades indígenas, o que impõe desafios adicionais ao cronograma de implementação das novas unidades.
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