Daily Journal
Daily Journal

Trio é acusado de aplicar golpe de R$ 708 milhões com uso de IA

Três estrangeiros foram acusados nos EUA de usar “superinteligência” para se passar por executivos e advogados e desviar mais de US$ 129 milhões de empresas em vários países.

Daily Journal
Foto: Época Negócios
||
06/11 às 15:45, atualizado 19:15

Pontos principais

  • Segundo a procuradoria, as perdas superam US$ 129 milhões, o equivalente a cerca de R$ 708,4 milhões.
  • A procuradoria lista como vítimas um sistema hospitalar do Missouri (US$ 4.829.580), um banco de Rhode Island (US$ 2.684.580) e uma fintech britânica (US$ 11.578.474).
  • Também constam da acusação um sistema hospitalar da Califórnia (US$ 2.968.497), uma gestora de fundos de Massachusetts (US$ 4.639.918) e um fabricante de ração da Flórida (US$ 5.242.747).
  • Segundo a procuradoria, os valores foram enviados a contas nos EUA, Espanha, Portugal, Grécia, Emirados Árabes Unidos, Singapura, Áustria, Eslováquia e China, e convertidos em criptomoedas.
  • Soall foi preso na Espanha em 17 de junho de 2026, Hazan também na Espanha em 5 de agosto, e Sheetrit no Reino Unido em 7 de setembro; os pedidos de extradição estão pendentes.
  • A procuradoria aponta conspiração para fraude eletrônica, fraude eletrônica, roubo de identidade agravado e lavagem de dinheiro, com penas máximas de 20 anos nas principais imputações e 2 anos no roubo de identidade.

Em 5 de novembro, o procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, Jamie McDonald, e o FBI de Nova York anunciaram a divulgação de uma acusação formal contra Jacob Soall, Sharon Hazan e Guy Sheetrit. Segundo a procuradoria, entre 2024 e 2026 o grupo usou superinteligência (super intelligence, ou SI) para imitar a voz e a imagem de executivos e levar funcionários a crer que participavam de uma transação confidencial. Depois, os criminosos se passavam por advogados de grandes escritórios internacionais para reforçar a farsa, até que um integrante orientava a transferência do dinheiro para contas controladas pela quadrilha.

Soall, de 41 anos e com residência em Marbella, na Espanha, se passava sobretudo por advogado britânico e usava um roteiro manuscrito intitulado “Lawyer Call” para convencer as vítimas a não comentar os contatos com colegas. Hazan, de 54 anos, e Sheetrit, de 42, são acusados de lavar parte dos recursos; Hazan, de Israel, foi condenado em 2008 em Nova York por conspiração para fraude bancária.

Segundo a procuradoria, o que consta da acusação são apenas alegações, e os réus são presumidos inocentes até que se prove o contrário. As penas máximas citadas são apenas informativas, já que a sentença caberá ao juiz.

Fonte primária

U.S. Attorney's Office, Southern District of New York (DOJ)

Three Foreign Nationals Arrested And Charged With Scheme To Use Super Intelligence To Defraud Companies Of $129 Million

Procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York (Jamie McDonald) e FBI anunciam a divulgação de acusação (indictment) contra Jacob Soall, Sharon Hazan e Guy Sheetrit por usar 'super inteligência' (SI) para se passar por executivos de empresas e advogados de grandes escritórios e induzir funcionários a enviar pagamentos a contas controladas pelo grupo, com perdas de mais de US$ 129 milhões. Soall foi preso na Espanha em 17/06/2026, Hazan na Espanha em 05/08/2026 e Sheetrit no Reino Unido em 07/09/2026; os pedidos de extradição estão pendentes. Entre as vítimas listadas: sistema hospitalar do Missouri (US$ 4.829.580), banco de Rhode Island (US$ 2.684.580), sistema hospitalar da Califórnia (US$ 2.968.497), fintech britânica (US$ 11.578.474), gestora de fundos de Massachusetts (US$ 4.639.918) e fabricante de ração da Flórida (US$ 5.242.747). Os valores foram enviados a contas nos EUA, Espanha, Portugal, Grécia, Emirados Árabes, Singapura, Áustria, Eslováquia e China e convertidos em criptomoedas. Soall é acusado de se passar por advogados britânicos, com roteiro intitulado 'Lawyer Call'; Hazan e Sheetrit, de lavagem de dinheiro. Imputações: conspiração para fraude eletrônica, fraude eletrônica, roubo de identidade agravado e lavagem de dinheiro, com penas máximas de 20 anos nas principais. O comunicado ressalta que são acusações e que os réus são presumidos inocentes.

Cobertura da mídia

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.