Pesquisadores do Google DeepMind pedem revisão de contratos de IA
Funcionários do Google em Londres exigem a remoção de cláusulas de confidencialidade para expor preocupações sobre o desenvolvimento de IA.
Pontos principais
- Pesquisadores do Google DeepMind pressionam pela revisão de cláusulas de não difamação em contratos vigentes.
- O movimento busca garantir segurança jurídica para que funcionários relatem riscos da inteligência artificial.
- A mobilização foi impulsionada por críticas de uma ex-funcionária sobre o uso de IA para fins militares.
- O Google informou que a cláusula já foi removida para novas contratações, mas os funcionários exigem a extensão da medida.
Pesquisadores do Google DeepMind, sediados em Londres, iniciaram uma mobilização para exigir a revisão de cláusulas de não difamação presentes em seus contratos de trabalho. O grupo busca garantias jurídicas que permitam a manifestação pública sobre preocupações éticas e de segurança relacionadas ao desenvolvimento de inteligência artificial na companhia. A pressão interna ganhou força após críticas públicas feitas por uma ex-funcionária sobre o uso de tecnologias de IA em projetos militares.
Embora o Google tenha confirmado que a referida cláusula foi removida dos contratos para novas contratações, os funcionários atuais exigem que a mudança seja aplicada retroativamente a todos os acordos vigentes. Os pesquisadores expressam receio de enfrentar processos judiciais caso decidam tornar públicos seus alertas, mesmo diante das leis britânicas que protegem denunciantes. A empresa ainda não apresentou uma solução definitiva que contemple a extensão da medida para a totalidade da força de trabalho atual.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
