Pesquisa da USP aponta potencial do vírus da zika contra tumores
Cientistas da USP identificam que o vírus da zika pode ser utilizado no tratamento de neurofibromas, tumores causados pela neurofibromatose tipo 1.
Pontos principais
- O estudo foi conduzido pelo Centro de Estudos do Genoma Humano da USP.
- Pesquisadores observaram que o vírus da zika ataca tumores derivados de mutações no gene NF1.
- Resultados anteriores mostraram eficácia do vírus contra tumores do sistema nervoso central em animais.
- A neurofibromatose tipo 1 possui uma incidência global de um caso a cada 2.600 pessoas.
- O estudo foi publicado recentemente na revista científica Molecular Therapy: Oncology.
Pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP descobriram um novo potencial terapêutico para o vírus da zika no combate a neurofibromas. O estudo, publicado na revista Molecular Therapy: Oncology, indica que o vírus pode atuar especificamente contra tumores causados por mutações no gene da neurofibromatose tipo 1, condição que afeta uma em cada 2.600 pessoas mundialmente.
A descoberta baseia-se em pesquisas anteriores do grupo, que já haviam demonstrado a capacidade do vírus de destruir tumores do sistema nervoso central em camundongos e cães. Agora, a equipe trabalha para identificar quais tipos de tumores apresentam maior sensibilidade à infecção viral e quais são os mecanismos biológicos envolvidos no processo, visando o desenvolvimento de futuras terapias oncológicas mais eficazes.
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