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Adido do USDA projeta importação de 110 mi de toneladas de soja pela China

Relatório do FAS em Pequim estima importação chinesa de soja em 110 milhões de toneladas para a safra 2026/27, abaixo da projeção oficial do USDA.

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Foto: Canal Rural
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06/11 às 09:15, atualizado 12:33

Pontos principais

  • A nova estimativa de 110 milhões de toneladas representa um aumento de 1,8% em relação ao relatório anterior do escritório em Pequim.
  • O volume projetado pelo adido do USDA difere da estimativa oficial do órgão, que permanece em 115 milhões de toneladas.
  • A China já adquiriu 15,1 milhões de toneladas de soja dos EUA até 22 de outubro de 2026, cumprindo parte do acordo de Busan.
  • Compradores comerciais chineses priorizam fornecedores sul-americanos devido a uma tarifa retaliatória de 10% sobre o produto americano.
  • O relatório aponta que a demanda por esmagamento é limitada por esforços de redução de dependência externa e menor procura pela suinocultura.

O escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim elevou sua projeção para as importações chinesas de soja na safra 2026/27, fixando o volume em 110 milhões de toneladas. O número, divulgado pelo Foreign Agricultural Service (FAS), representa um crescimento de 1,8% frente à estimativa anterior do órgão, embora permaneça abaixo da previsão oficial do USDA, que é de 115 milhões de toneladas. A projeção também contrasta com a estimativa do Ministério da Agricultura da China, que prevê importações de 95,5 milhões de toneladas.

O cenário comercial é marcado pela manutenção das compras estatais de soja americana conforme o acordo firmado em Busan, em outubro de 2025. Até o dia 22 de outubro de 2026, a China já havia adquirido 15,1 milhões de toneladas dos EUA, parte do compromisso de 25 milhões de toneladas para o ciclo. Contudo, compradores comerciais têm buscado fornecedores na América do Sul para evitar o impacto de uma tarifa retaliatória de 10% aplicada sobre a soja dos Estados Unidos.

Além das dinâmicas comerciais, o relatório do FAS destaca que a demanda interna por esmagamento de soja segue contida por políticas de redução de dependência externa e pela menor demanda do setor de suinocultura. Enquanto a produção doméstica chinesa foi mantida em 20,1 milhões de toneladas para o período, o documento alerta que incertezas climáticas, como a possibilidade de um super El Niño em 2027, podem restringir a oferta exportável sul-americana no futuro.

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