China caminha para mínima de sete anos em compras agrícolas americanas sem soja
A China comprou US$ 7,2 bilhões em produtos agrícolas americanos sem soja entre janeiro e setembro, a menor marca para o período desde 2019, e deixa em aberto se a meta de US$ 17 bilhões anuais do acordo de maio será cumprida.
Pontos principais
- A China importou US$ 7,2 bilhões em produtos agrícolas americanos sem soja de janeiro a setembro, a menor marca para o período desde 2019, segundo análise da Reuters de dados alfandegários.
- Segundo a Casa Branca, Pequim concordou em maio em comprar US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas a partir de 2026, com a meta deste ano rateada proporcionalmente.
- A Casa Branca não disse se o prazo começou em maio ou só começará quando a China concluir os cortes tarifários que propôs, etapa que ainda não ocorreu.
- A China está no caminho de cumprir a meta de soja, assumida em outubro do ano passado e à parte do compromisso de US$ 17 bilhões.
- Analistas dizem que a meta exige compras direcionadas por estatais chinesas, dada a demanda fraca e a concorrência de outros fornecedores.
A China comprou US$ 7,2 bilhões em produtos agrícolas americanos sem soja entre janeiro e setembro, a menor marca para o período desde 2019, segundo análise da Reuters de dados alfandegários. A soja está à parte: Pequim caminha para cumprir a meta do compromisso firmado em outubro do ano passado. O restante depende do acordo que a Casa Branca anunciou em maio, com a meta de US$ 17 bilhões por ano a partir de 2026.
Milho, sorgo e carne enfrentam problemas diferentes. A COFCO Futures, ligada a uma estatal chinesa, diz que o milho americano não é competitivo, em parte pela ampla oferta interna na China. No sorgo, a concorrência é do Brasil, que já embarcou 1,7 milhão de toneladas neste ano, segundo a Marex; na carne, a China tem excesso de suínos e frango, e cerca de metade da capacidade de abate dos EUA não pode exportar para o país.
A Casa Branca não disse se o prazo começou em maio ou só começará quando a China concluir os cortes tarifários propostos, etapa que ainda não ocorreu. Analistas ouvidos pela Reuters dizem que cumprir a meta exigirá compras de estatais chinesas, o que, segundo eles, é uma decisão política. A lentidão frustra agricultores americanos às vésperas das eleições de meio de mandato, na terça-feira (3).
