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Vendas no varejo da Harley-Davidson crescem enquanto setor de lazer recua

Segundo a Harley-Davidson, sediada em Milwaukee, nos Estados Unidos, as vendas de varejo de motos novas na América do Norte aceleraram no terceiro trimestre, enquanto as remessas às concessionárias recuaram, em alinhamento com a demanda do varejo.

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05/11 às 17:50

Pontos principais

  • As vendas de varejo na América do Norte subiram 9% no terceiro trimestre de 2026, ante 3% no trimestre anterior, quarto trimestre seguido de alta na região.
  • No varejo global, a alta foi de 5% no trimestre e de 4% nos nove meses, com 111.807 unidades ante 107.248 no mesmo período de 2025.
  • As remessas globais de motos da Harley-Davidson Motor Company (HDMC) caíram 8% no trimestre, para 33.616 unidades, e o estoque mundial nas concessionárias fechou o trimestre 26% menor que um ano antes.
  • A receita da HDMC recuou 10%, para US$ 964 milhões, e a margem bruta subiu 173 pontos-base, para 28,1%.
  • O lucro líquido atribuível à Harley-Davidson caiu para US$ 43 milhões, ante US$ 377 milhões no terceiro trimestre de 2025, quando a venda de carteiras da Harley-Davidson Financial Services (HDFS) gerou um ganho.
  • A projeção de 2026 subiu para 135.500 a 139.000 unidades no varejo e nas remessas globais, a segunda revisão para cima no ano.
  • A empresa prevê reintroduzir a linha Sportster no portfólio.

A Harley-Davidson, de Milwaukee, nos Estados Unidos, vende mais motos novas no varejo da América do Norte enquanto consumidores americanos cortam gastos com barcos e veículos recreativos (RVs), afetados por juros elevados e incertezas econômicas.

No balanço do terceiro trimestre, divulgado em 29 de outubro, a Harley-Davidson Motor Company (HDMC), subsidiária de motos, enviou menos unidades às concessionárias. Segundo a empresa, a redução serve à saúde de longo prazo da rede e ao alinhamento entre atacado e demanda do varejo.

A estratégia 'Back to the Bricks', liderada pelo CEO Artie Starrs, busca restaurar a rentabilidade e fortalecer a rede de concessionários. Ainda assim, o lucro operacional da HDMC caiu 18% no trimestre, para US$ 44 milhões, com margem de 4,6%.

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