Burnham abre diálogo sobre desculpas por escravidão, sem reparações financeiras
O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, propõe um diálogo estruturado com países afetados pelo tráfico transatlântico de escravizados, diz estar aberto a pedidos de desculpas formais e descarta reparações financeiras.
Pontos principais
- Burnham propõe um diálogo estruturado com os países e povos afetados pelo tráfico transatlântico de escravizados.
- Ele diz estar aberto a pedidos de desculpas formais em nome do Estado britânico, que farão parte importante do diálogo.
- Burnham descarta reparações financeiras: britânicos de hoje não podem ser responsabilizados por injustiças de outra época e sob outras leis.
- Burnham prometeu 40 milhões de libras em infraestrutura para o Caribe, para mitigar as tensões sobre reparações.
- Gordon Brown, que estará na Chogm, a reunião de chefes de governo da Commonwealth, vai ajudar numa iniciativa de dívida para países da Commonwealth em dificuldade e outros países pobres, com prazos mais longos e juros melhores.
- O custo do serviço da dívida nesses países está no nível mais alto em mais de 25 anos.
- Mais de 40% dos países mais pobres e vulneráveis gastam mais com juros do que com saúde.
A oferta de Burnham busca aprender com as críticas enfrentadas pelos Países Baixos, que iniciaram um movimento semelhante em 2021, mas foram alvo de questionamentos por uma gestão considerada excludente. O artigo em que ele faz a proposta foi publicado no The Guardian em 30 de outubro, antes da Chogm.
Até o momento, a postura oficial da monarquia tem se limitado a expressões de pesar pessoal do Rei Charles III, enquanto o governo tenta equilibrar as demandas por reparação histórica com um processo que seja reconhecido como legítimo pelas nações afetadas.
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