Daily Journal
Daily Journal

PetroReconcavo registra lucro de R$ 236,1 milhões no terceiro trimestre

A petroleira brasileira PetroReconcavo teve lucro líquido contábil de R$ 236,1 milhões no terceiro trimestre, influenciado, segundo a companhia, pela marcação a mercado de swaps da dívida; descontados esses e outros efeitos cambiais e de marcação a mercado, o lucro ajustado foi de R$ 145,3 milhões.

Daily Journal
Foto: InfoMoney
||
05/11 às 19:15, atualizado 20:32

Pontos principais

  • Lucro líquido contábil de R$ 236,1 milhões no terceiro trimestre, alta de 94% sobre o mesmo período de 2025 e de 16% sobre o segundo trimestre.
  • Marcação a mercado dos swaps ligados à dívida gerou ganho de R$ 159,2 milhões antes do imposto diferido de R$ 54,1 milhões.
  • Lucro líquido ajustado de R$ 145,3 milhões, excluídos os efeitos cambiais e de marcação a mercado da dívida e dos derivativos, alta de 93% na comparação anual.
  • Ebitda ajustado de R$ 379 milhões, alta de 8% na comparação anual; o Ebitda contábil foi de R$ 360 milhões.
  • Receita líquida de R$ 786 milhões, estável frente ao terceiro trimestre de 2025 e 3% abaixo do segundo.
  • Produção média de 23,7 mil boe/dia, queda de 10% na comparação anual.
  • Dívida líquida de R$ 1,2 bilhão em 30 de setembro, 23% abaixo do fim de 2025; alavancagem de 0,90 vez o Ebitda, ante 1,10 vez.
  • Contrato de venda de petróleo com a Brava Energia para o Ativo Potiguar, vigente de 1º de outubro de 2026 a 31 de dezembro de 2030, com compromisso mínimo de 50% da produção.
  • Após aditivos com a Petrobras para processar gás na UTG Catu, na Bahia, entre 2028 e 2037, a companhia suspendeu por ora a decisão final de investimento na UPGN Miranga, preservando cerca de US$ 60 milhões.

A PetroReconcavo, petroleira brasileira com sede em Salvador, diz que seu lucro foi significativamente influenciado por efeitos contábeis. A companhia dolariza suas dívidas com swaps cambiais, e o recuo das curvas futuras de câmbio e de juros valorizou esses instrumentos. Esse ganho não tem efeito imediato no caixa.

A produção recuou 2% sobre o segundo trimestre, principalmente pela queda de 4,5% no Ativo Potiguar. O Ebitda contábil ficou abaixo do ajustado porque este exclui efeitos não recorrentes do período, segundo a companhia.

A redução da dívida líquida deve-se em parte à apreciação do real sobre os instrumentos de hedge, segundo a companhia. Parcela relevante das aplicações financeiras segue em fundos cambiais, já que a maior parte da receita é dolarizada.

Em outubro, a companhia adquiriu dois blocos exploratórios da ANP nas bacias Potiguar e do Recôncavo, adjacentes às operações atuais.

Fonte primária

Cobertura da mídia

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.