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Lucro da PRIO salta 468% e atinge US$ 521,1 milhões no 3º trimestre

A petroleira brasileira PRIO lucrou US$ 521,1 milhões no 3º trimestre de 2026, com produção recorde e custo de extração menor, e o resultado inclui US$ 72 milhões de reembolso de seguro pelo reparo do gasoduto de Peregrino.

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Foto: InfoMoney
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04/11 às 19:45

Pontos principais

  • Lucro líquido ex-IFRS 16 de US$ 521,1 milhões, 468% acima dos US$ 91,7 milhões do 3T25; com IFRS 16, o lucro foi de US$ 516,6 milhões.
  • Produção média recorde de 191,6 mil barris por dia, 117% acima do 3T25 e 11% acima do 2T26.
  • Lifting cost de US$ 7,9 por barril, 55% abaixo do 3T25 e 11% abaixo do 2T26.
  • Receita total de US$ 1,6 bilhão, 171% acima do 3T25, e receita líquida de US$ 1,4 bilhão.
  • EBITDA de US$ 1,135 bilhão, 268% acima do 3T25; o EBITDA ajustado (ex-IFRS 16), que a PRIO destaca, foi de US$ 1,07 bilhão, 235% acima.
  • Dívida líquida de US$ 3,46 bilhões, cerca de US$ 586 milhões abaixo do 2T26, com alavancagem de 1,1 vez dívida líquida/EBITDA ajustado.
  • Resultado de comercialização negativo em US$ 155 milhões, com alta do frete marítimo; impostos de venda e exportação de US$ 119 milhões, após o imposto de exportação de petróleo em vigor desde 12 de março de 2026.
  • Blocos de Magnetita e Hematita, arrematados em outubro no leilão da Oferta Permanente de Partilha da ANP, próximos ao cluster Valente.

O lucro da petroleira brasileira PRIO cresceu com volume e preço: o Brent foi 34% mais alto que no 3T25. Parte do resultado, porém, é efeito não recorrente, já que o reembolso de seguro do reparo do gasoduto de Peregrino entrou em outras receitas e despesas operacionais, linha que a companhia exclui do EBITDA ajustado.

Por ativo, o cluster Valente produziu 73,4 mil barris por dia, e Peregrino chegou a 80,6 mil (participação da PRIO), com o poço A-13 em produção.

Na venda do petróleo, o desconto médio foi de US$ 7,45 por barril sobre o Brent de referência, de US$ 94,23, ante US$ 6,91 no 2T26, sobretudo pelo frete marítimo. A PRIO vendeu 17,2 milhões de barris, 94% mais que no 3T25 e 13% acima do 2T26.

No financeiro, a companhia amortizou US$ 13 milhões de dívidas bilaterais com vencimento em 2026 e refinanciou US$ 213 milhões de 2027 para 2028 e 2029, com custo médio de 6,60% ao ano. Também recomprou 6,1 milhões de ações, por US$ 71 milhões.

Nos blocos, a PRIO diz que os recursos prospectivos ainda serão avaliados. Em caso de sucesso, poderão ser desenvolvidos via tieback ao FPSO já em operação.

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