John Malone reduz de 48% para 3% seu poder de voto na Liberty Media
O magnata John Malone troca as ações de alto voto que detinha na Liberty Media, companhia americana com sede no Colorado, e seu poder de voto cai de 48% para cerca de 3%.
Pontos principais
- A Liberty Media adquiriu cerca de 2,3 milhões de ações da classe B, de alto voto, que davam dez votos por ação, equivalentes a 97% da classe em circulação.
- Cada ação da classe B foi trocada por 0,26 ação da classe A, de voto reduzido, e 2,34 ações da classe C, sem voto.
- O poder de voto de Malone caiu de 48% para cerca de 3%, e nenhum acionista passa de 9% dos votos.
- O prêmio embutido na razão de troca equivale a cerca de 1,5% do valor de mercado de patrimônio da companhia.
- Um comitê especial formado só por diretores independentes negociou e aprovou a operação, com assessoria da Lazard e da Cravath.
- O conselho adotou um plano de direitos (rights plan) que vence em 3 de novembro de 2027.
- A transação foi concebida para ser isenta de imposto federal dos Estados Unidos.
A Liberty Media, companhia americana com sede em Englewood, Colorado, que controla a Fórmula 1 e a MotoGP, anunciou nesta quinta-feira (5) que John Malone deixa de concentrar o poder de voto que tinha por meio de sua participação. Segundo a companhia, a operação foi negociada depois que ela recebeu propostas não solicitadas de terceiros pelas ações de Malone, e foi concluída no mesmo dia em que o acordo de troca foi assinado.
Malone, de 85 anos, deixará o cargo de presidente emérito e seguirá como consultor sênior. A companhia afirma que a troca elimina a possibilidade de transferir o poder de voto dele a terceiros e alinha esse poder à sua participação econômica. A operação também facilita o planejamento sucessório do fundador. As ações subiram cerca de 7,5% antes da abertura do mercado em Nova York.
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