Governo Lula projeta normalização das relações com os EUA
Fontes do Planalto ouvidas pela Folha veem na maioria democrata no Congresso dos EUA uma tendência de normalização das relações entre Brasil e Estados Unidos.
||
05/11 às 19:15, atualizado 20:02
Pontos principais
- Os democratas conquistaram a maioria na Câmara e no Senado dos EUA nas eleições de meio de mandato.
- Marco Rubio e Mauro Vieira devem se reunir na cúpula de chanceleres do G7, em Paris, nos dias 9 e 10 de novembro.
- Aliados de Lula não veem reversões de curto prazo para Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro nem para foragidos do 8 de Janeiro.
- Um diplomata brasileiro avalia que a situação desses nomes só teria risco maior se os democratas conquistarem o Executivo em 2028.
- Fontes do Planalto avaliam que a negociação tarifária com Washington chegou a um ponto de acomodação e que novas ofensivas não são temidas.
- Dentro do governo, observa-se mais espaço para retomar investigações contra brasileiros nos EUA, como Alexandre Ramagem, condenado pelo STF a 16 anos de prisão.
Segundo a Folha, o governo brasileiro já pretendia manter uma relação pragmática com Donald Trump. No Planalto, a vitória democrata também é lida como enfraquecimento das conexões bolsonaristas nos EUA, dado o esvaziamento de aliados republicanos no Congresso.
Não há previsão de encontro bilateral entre Lula e Trump na COP31, na Turquia, nem na cúpula da Asean, nas Filipinas, ambas neste mês.
Fonte primária
Cobertura da mídia
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
