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Estúdios de Hollywood proíbem funcionários de apostar em mercados de previsão

Estúdios e produtoras vetam apostas de funcionários em mercados de previsão sobre elenco, datas de estreia e resultados financeiros.

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05/11 às 17:48

Pontos principais

  • Orientações enviadas a funcionários de estúdios e produtoras proíbem apostas sobre resultados financeiros, elenco e datas de lançamento, além de repassar informações a amigos e familiares para que apostem.
  • A PMC, dona da The Hollywood Reporter, Variety, Deadline e Dick Clark Productions, atualizou o manual do funcionário nas últimas semanas e veta apostas em indicações a prêmios, decisões de elenco, cronogramas de produção e datas de lançamento.
  • A regra amplia as proibições de insider trading que já existem no mercado de ações.
  • A Kalshi informou em fevereiro que um editor de vídeo da empresa de MrBeast lucrou US$ 5 mil apostando com informações confidenciais; ele foi demitido e multado em US$ 20 mil.
  • Em abril, uma coluna da Puck revelou o caso de alguém que trabalhava em um programa de competição da CBS e lucrava com mercados de previsão.
  • Em março, um estudo de Joshua Mitts, da Columbia, e Moran Ofir, da Universidade de Haifa, estimou US$ 143 milhões em lucros anômalos no Polymarket ao longo de dois anos.
  • A CFTC considerou que apostas em premiações como Oscar e Emmy são permitidas, por se tratarem de concurso e não de jogo de azar.
  • Entre as apostas expressamente proibidas pelo Congresso americano no Onion Futures Act, de 1958, estão as de receitas de bilheteria de filmes.

Estúdios e produtoras de Hollywood passaram a orientar funcionários a não apostar em mercados de previsão como Kalshi e Polymarket sobre o próprio setor. Ao menos uma empresa criou uma linha de denúncia anônima para reportar colegas suspeitos de apostar.

Para o professor Joshua Mitts, da Columbia, rastrear essas apostas é difícil, sobretudo em plataformas baseadas em blockchain: com um misturador bem usado, identificar quem aposta pode ser praticamente impossível. Em fevereiro, seis carteiras criadas na Polymarket lucraram US$ 1,2 milhão apostando corretamente em ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e ninguém foi identificado. Sobre game shows e reality shows, a CFTC ainda não decidiu se as competições devem ser tratadas como jogos de azar.

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