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Dívida externa de países em desenvolvimento atinge recorde de US$ 9,4 tri

O Banco Mundial aponta que a dívida de economias emergentes cresceu 5,5% em 2025, com custos de empréstimo nos maiores níveis desde 1989.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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05/11 às 12:15, atualizado 20:02

Pontos principais

  • A dívida externa de países em desenvolvimento alcançou o recorde de US$ 9,4 trilhões em 2025.
  • O aumento de 5,5% representa o ritmo de crescimento mais acelerado desde 2021.
  • Emissões de bônus por entidades públicas cresceram quase 35%, totalizando US$ 251 bilhões.
  • Países de baixa renda enfrentam os custos de empréstimo mais elevados desde 1989.
  • Entre 2022 e 2025, os pagamentos de dívidas superaram em US$ 436 bilhões o valor recebido em novos empréstimos.

A dívida externa de países em desenvolvimento atingiu o patamar recorde de US$ 9,4 trilhões em 2025, conforme dados divulgados pelo Banco Mundial no relatório Dívida Internacional 2026. O montante representa um crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior, marcando o ritmo de expansão mais acelerado desde 2021 e superando em cerca de quatro vezes a média observada entre 2022 e 2024.

O avanço foi impulsionado principalmente pelo endividamento junto a credores privados, com as emissões de bônus por entidades públicas saltando quase 35%, para US$ 251 bilhões, o maior nível em cinco anos. Segundo o Banco Mundial, nações de baixa renda enfrentam atualmente custos de empréstimo nos patamares mais altos desde 1989, o que pressiona as contas públicas. Entre 2022 e 2025, os desembolsos realizados por esses países para honrar compromissos financeiros superaram em US$ 436 bilhões o valor total recebido em novos empréstimos, evidenciando um cenário de crescente dificuldade fiscal para as economias emergentes.

Fonte primária

Banco Mundial (International Debt Report 2026)

Developing Countries’ External Debt Surges to Record $9.4 Trillion (International Debt Report 2026)

A dívida externa dos países em desenvolvimento subiu 5,5% e atingiu o recorde de US$ 9,4 trilhões em 2025, o ritmo mais rápido desde 2021 e cerca de quatro vezes a média de 2022–24. O aumento foi puxado pelo endividamento com credores privados; as emissões de bônds de entes públicos cresceram quase 35%, para US$ 251 bilhões, o maior nível em cinco anos. Entre os países elegíveis à IDA, a dívida subiu 8,1%, para US$ 1,3 trilhão. Os países elegíveis à IDA pagaram em média 8,2% nos novos compromissos com credores privados em 2025, a maior taxa desde 1989, e 9,4% nos novos bônus; os elegíveis apenas ao BIRD pagaram 5,5% nos bônus. Os países de baixa e média renda pagaram US$ 1,4 trilhão em principal e juros em 2025 (+1,9%, quinto aumento anual seguido), dos quais US$ 363 bilhões aos detentores de bônus. Entre 2022 e 2025, os países em desenvolvimento pagaram US$ 436 bilhões a mais em serviço da dívida do que receberam em novos financiamentos; em 2025 os fluxos de longo prazo viraram entrada líquida de US$ 45 bilhões, após uma saída de US$ 118 bilhões em 2024. Mais de um quarto do aumento de US$ 303 bilhões da dívida pública e publicamente garantida reflete o dólar mais fraco, que elevou o valor em dólar da dívida denominada em outras moedas. Haishan Fu, economista-chefe do Banco Mundial, afirma: “Esses países estão tomando mais empréstimos, pagando mais caro e, em muitos casos, deixando menos para o desenvolvimento de longo prazo.”

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