Caramuru Alimentos formaliza sucessão familiar com holding
Acordo de acionistas assinado pela família e pela holding Nagatsuzuki Participações formaliza a sucessão na Caramuru Alimentos, companhia brasileira de capital aberto, e mantém com o patriarca Alberto Borges de Souza o controle estratégico.
Pontos principais
- Acordo de acionistas celebrado em 4 de novembro de 2026, com a anuência da Caramuru.
- Partes: Alberto Borges de Souza, os filhos Márcio, Camila, Ludmila e Juliane Nagao de Souza e a Nagatsuzuki Participações S.A.
- Objeto: regular o voto do bloco familiar e a transferência de ações da companhia, entre outras matérias.
- Márcio assume a liderança em caso de ausência do pai, com poder de veto em matérias transformacionais; Alberto mantém o usufruto vitalício dos direitos políticos e econômicos das ações.
- A Caramuru registrou receita de R$ 3,74 bilhões e lucro de R$ 214,6 milhões no primeiro semestre de 2026.
- Os biocombustíveis seguem entre as prioridades, com uma usina de etanol de milho em Nova Ubiratã (MT) ainda dependente de financiamento.
- A companhia não informou percentuais de participação nem valores das doações.
A Caramuru Alimentos, companhia brasileira de capital aberto, comunicou o acordo à CVM. O diretor financeiro e de relações com investidores, Alexandre Mariano da Silva, assinou a comunicação em Itumbiara, e a íntegra do acordo está disponível nos sites da CVM e da companhia.
A Nagatsuzuki Participações S.A., em fase de transformação do tipo jurídico, passa a concentrar as ações da família na companhia. A vigência inicial é de dez anos, com renovação automática, e o acordo não se extingue com a morte de Alberto.
A reorganização não muda a gestão, liderada pelo executivo Marcus Thieme, e não anuncia alterações imediatas na diretoria.
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