ArcelorMittal tem prejuízo de US$ 391 mi no 3T26 com baixa de ativos na Ucrânia
A ArcelorMittal teve prejuízo líquido de US$ 391 milhões no terceiro trimestre por baixas na Ucrânia, mas o lucro ajustado subiu para US$ 868 milhões.
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05/11 às 03:45, atualizado 06:01
Pontos principais
- A ArcelorMittal registra prejuízo líquido de US$ 391 milhões (US$ 0,52 por ação) no terceiro trimestre, com impairment de US$ 852 milhões e encargos excepcionais de US$ 293 milhões pela paralisação de Kryvyi Rih, na Ucrânia.
- Sem esses itens, o lucro líquido ajustado subiu para US$ 868 milhões (US$ 1,15 por ação), ante US$ 683 milhões no segundo trimestre.
- O Ebitda somou US$ 2,023 bilhões, 34% acima de um ano antes, mas recuou ante os US$ 2,064 bilhões do segundo trimestre.
- Na Europa, o Ebitda caiu para US$ 548 milhões (US$ 697 milhões no segundo trimestre), que a empresa atribui a menos embarques de produtos longos e a um descompasso temporário entre custos em alta e preços realizados.
- Os embarques de produtos planos na Europa subiram 1,1% no trimestre, na contramão da sazonalidade, o que a empresa associa aos primeiros efeitos da nova cota tarifária da UE (TRQ).
- A empresa prevê embarques de planos com alta de dois dígitos no quarto trimestre, na comparação anual, e embarques do grupo maiores no segundo semestre que no primeiro.
- A dívida líquida subiu para US$ 10,3 bilhões em 30 de setembro, após US$ 0,4 bilhão em retorno a acionistas e US$ 0,5 bilhão de capital de giro temporário.
- A previsão de embarques de minério de ferro da Libéria em 2026 caiu para cerca de 16 milhões de toneladas, ante 18 milhões antes, por clima adverso.
A ArcelorMittal teve prejuízo líquido no terceiro trimestre por baixas ligadas à paralisação de Kryvyi Rih, na Ucrânia. Sem elas, o lucro ajustado subiu e ficou pouco acima do esperado pelo mercado.
Segundo a empresa, o desempenho se apoia em investimentos estratégicos, ativos otimizados e mercados diversificados. Na Europa, o Ebitda caiu, e a ArcelorMittal diz que o efeito pleno das novas medidas comerciais da UE deve aparecer a partir de 2027.
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