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Agentes de IA passam a operar o Allen Telescope Array

O SETI Institute e o Breakthrough Listen passam a usar agentes de IA para operar o Allen Telescope Array, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, e processar sinais de rádio em tempo real.

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05/11 às 13:19

Pontos principais

  • A Nvidia informa que o sistema processa até 2,4 terabits por segundo em GPUs RTX PRO 6000 Blackwell.
  • Segundo a Nvidia, um único pedido em linguagem natural pode orientar o telescópio, calibrar e focar a observação e corrigir dados com erro.
  • Segundo a equipe, a automação reduziu de semanas para algumas horas o tempo de análise dos sinais.
  • A Nvidia informa que o pipeline fez a primeira detecção de pulsar em tempo real por IA, na Nebulosa do Caranguejo.
  • A biblioteca DAQIRI, da plataforma Holoscan, leva os dados do sensor direto à memória da GPU, sem gravá-los em disco antes.
  • O framework CyberEther, desenvolvido no SETI Institute, roda sobre bibliotecas CUDA-X, como cuFFT e cuBLAS.
  • A equipe avalia modelos abertos, como o Nemotron, para os casos em que a localidade dos dados e o tempo de resposta pesam mais.

O SETI Institute e o projeto Breakthrough Listen passaram a usar agentes de inteligência artificial para operar o Allen Telescope Array, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos. Os agentes já orientam o telescópio e analisam em tempo real o fluxo de dados de rádio, mas, por ora, os pesquisadores ainda digitam os comandos.

A infraestrutura roda sobre a plataforma Nvidia Holoscan, com a inferência feita no próprio local, junto ao instrumento. Segundo a Nvidia, o orquestrador web Nexus serve de interface para o estado do instrumento e dos pipelines, e permite alterar blocos de processamento por comandos em linguagem natural.

A Nvidia não relata nenhum sinal de origem extraterrestre; o resultado relatado até agora é a detecção de um pulsar. A equipe avalia modelos abertos que rodariam localmente, e a Nvidia cita, sem prazo, observatórios que poderiam operar offline na face oculta da Lua.

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