Estudo sugere busca por sinais alienígenas em novas frequências
Pesquisa inédita utiliza o telescópio ALMA para buscar sinais tecnológicos em frequências de rádio milimétricas, ampliando o alcance do SETI.
Pontos principais
- A pesquisadora Louisa Mason realizou o primeiro levantamento SETI utilizando dados de arquivo do telescópio ALMA, no Chile.
- A busca focou em frequências milimétricas e submilimétricas, áreas do espectro de rádio historicamente inexploradas pelo SETI.
- A maioria das buscas anteriores concentrou-se na faixa de 1,42 a 1,66 GHz, conhecida como 'water hole'.
- O estudo utilizou o Modelo Galáctico de Besançon para identificar estrelas no campo de visão do telescópio, superando limitações de catálogos tradicionais.
- A nova metodologia aumentou a estimativa de estrelas analisadas em levantamentos anteriores de 288 mil para mais de 6,1 milhões.
- Embora nenhum sinal tenha sido detectado, o trabalho demonstra a viabilidade de usar dados astronômicos existentes para buscas de tecnossinaturas.
- A pesquisa foi apresentada durante o Encontro Nacional de Astronomia (NAM 2026) da Royal Astronomical Society, em Birmingham.
Uma nova pesquisa apresentada no Encontro Nacional de Astronomia (NAM 2026) aponta que a busca por inteligência extraterrestre (SETI) pode ter negligenciado vastas porções do espectro de rádio. A astrônoma Louisa Mason, da Universidade de Manchester, utilizou dados de arquivo do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) para investigar frequências milimétricas, que permaneciam inexploradas para a detecção de tecnossinaturas. A análise focou em sinais de banda estreita que poderiam indicar tecnologia avançada, em vez de fenômenos astrofísicos naturais.
Além da exploração de novas frequências, o estudo introduziu uma técnica aprimorada para contabilizar o 'bycatch estelar' — estrelas capturadas acidentalmente no campo de visão de uma observação. Ao aplicar o Modelo Galáctico de Besançon, a equipe conseguiu identificar milhões de estrelas adicionais que não constavam em catálogos como o Gaia, proporcionando uma visão mais precisa da extensão das buscas realizadas. Embora nenhum sinal tenha sido encontrado, os resultados incentivam a exploração de bandas de alta frequência em futuros programas de busca.
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