Fundos de venture capital superam buyouts no primeiro semestre de 2026
Análise da a16z aponta que participações em tecnologia de venture capital valorizaram 16%, enquanto fundos de buyout registraram queda de 4% no período.
Pontos principais
- A gestora a16z, por meio de Jen Kha, reportou que fundos de venture capital valorizaram suas participações tecnológicas em 16% no primeiro semestre de 2026.
- No mesmo período, fundos de buyout apresentaram uma desvalorização de 4% em seus ativos de tecnologia.
- Dados da MSCI indicam que o venture capital global subiu 12,7% no segundo trimestre de 2026, impulsionado por valuations de empresas de IA.
- O índice de buyout da MSCI registrou alta de 2,5% no segundo trimestre, após uma queda de 1,1% nos primeiros três meses do ano.
- Segundo a a16z, 70% das dívidas executadas em 2025 e 2026 originaram-se de negócios fechados nos anos de 2021 e 2022.
- Um buyout típico exige atualmente um crescimento anual de EBITDA entre 10% e 12% para atingir um retorno de 2,5x em cinco anos.
- Entre os 5% melhores fundos de vintages de 2007 a 2016, o venture capital retornou 5,3x o capital em caixa, contra 3,5x dos fundos de buyout.
A indústria de investimentos privados apresentou um desempenho divergente no primeiro semestre de 2026, com os fundos de venture capital superando significativamente os fundos de buyout. De acordo com análise publicada por Jen Kha, da a16z, as participações tecnológicas em portfólios de venture capital registraram uma valorização de 16%, enquanto os fundos de buyout sofreram uma desvalorização de 4% em ativos do mesmo setor. Dados complementares da MSCI corroboram essa tendência de aceleração no venture capital, que registrou alta de 12,7% no segundo trimestre de 2026, impulsionada pela valorização de empresas ligadas à inteligência artificial.
O cenário para os fundos de buyout tornou-se mais desafiador devido à estrutura de capital e às metas de performance. A a16z aponta que 70% das dívidas executadas entre 2025 e 2026 derivam de negócios fechados em 2021 e 2022, exigindo agora um crescimento anual de EBITDA de 10% a 12% para que um fundo alcance um retorno de 2,5x em cinco anos, patamar superior aos 5% necessários em 2015. Historicamente, a superioridade do venture capital em relação ao buyout também se reflete no longo prazo, com os fundos de melhor desempenho (top 5%) das vintages entre 2007 e 2016 devolvendo 5,3x o capital em caixa, superando os 3,5x registrados pelos fundos de buyout no mesmo período.
Fontes primárias
Private Capital in Focus: VC Returns Pulled Away Further in Q2
Índices MSCI de fundos fechados (Private Capital Universe). Venture capital global: +4,5% no 1T26 e +12,7% no 2T26, acelerando por causa da alta de valuations de um punhado de empresas ligadas à IA; os 10 maiores ativos somam 22% do índice. Buyout: -1,1% no 1T26 e +2,5% no 2T26. Private equity como um todo: +0,6% no 1T26 e +5,6% no 2T26. A MSCI diz que a alta do venture ampliou a distância em relação ao buyout no semestre.
Is Private Equity Cooked? (Jen Kha)
Texto de gestora de venture capital, com interesse direto na tese. Afirma que, no 1S26, fundos de venture marcaram suas empresas de tecnologia 16% para cima, enquanto fundos de buyout as marcaram 4% para baixo. Diz que 70% da dívida executada em 2025–26 veio de negócios fechados em 2021–22, e que um buyout típico hoje precisa de 10–12% de crescimento anual do EBITDA para chegar a 2,5x em cinco anos (cerca de 5% em 2015). Entre os 5% melhores fundos dos vintages 2007–16, venture devolveu 5,3x do capital em caixa (DPI) contra 3,5x do buyout.
Cobertura da mídia
@a16z: PE-backed software now grows slower than public software, while venture-backed companies grow several times faster
x.com • 4 nov, 17:30
@a16z: PE's appetite for tech peaked just as the AI wave arrived
x.com • 4 nov, 16:45
@a16z: PE piled into tech late in the cycle, then started pulling back
x.com • 4 nov, 16:30
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