União Europeia sinaliza prazos distintos para adesão de países
A Comissão Europeia propõe roteiros indicativos de adesão e considera possível concluir as negociações com Montenegro ainda em 2026.
Pontos principais
- Montenegro: 21 capítulos já fechados provisoriamente; a Comissão considera que as negociações podem ser concluídas em dezembro de 2026.
- Montenegro: assinatura do tratado de adesão prevista para junho de 2027, seguida de ratificação por todos os Estados-membros e pelo próprio país.
- Albânia: o governo tem como meta encerrar as negociações até o fim de 2027; quatro capítulos foram fechados provisoriamente até outubro de 2026.
- Moldávia: o governo sinaliza fechamento provisório das negociações no início de 2028, desde que mantenha o ritmo atual de reformas.
- Ucrânia: o governo sinaliza encerramento das negociações até o fim de 2028; a Comissão diz que a meta exige aceleração das reformas.
- Sérvia: nenhum progresso substantivo nas negociações no período, com polarização crescente; a Comissão diz que o novo governo tem a oportunidade de reverter o quadro.
- Geórgia: processo de adesão de fato paralisado por retrocessos nos fundamentos. Turquia: negociações em impasse desde 2018, com piora em democracia e direitos fundamentais.
A Comissão Europeia, em Bruxelas, publicou o pacote de alargamento de 2026 e, pela primeira vez, roteiros indicativos para os quatro países mais avançados: Montenegro, Albânia, Moldávia e Ucrânia. Os roteiros não prejulgam o resultado nem o ritmo das negociações, e podem ser atualizados uma vez por ano. A Comissão projeta a entrada de Montenegro em 2028, de Albânia e Moldávia em 2029, e da Ucrânia só depois de 2030.
A Ucrânia e a Moldávia se candidataram juntas, mas os roteiros fixam prazos distintos para cada uma. As datas de fechamento de Albânia, Moldávia e Ucrânia são objetivos dos governos, que a Comissão diz apoiar sem garantir o resultado.
Segundo a Comissão, o ritmo de cada país depende de critérios objetivos e dos próprios méritos, com os fundamentos (Estado de direito e direitos fundamentais) definindo o andamento geral das negociações.
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