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Solvay firma acordo de longo prazo para terras raras em Minas Gerais

A Solvay fechou contrato de longo prazo com a Viridis para receber terras raras de MG, garantindo 70% da capacidade do projeto Colossus até 2034.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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04/11 às 11:02, atualizado 22:15

Pontos principais

  • Os volumes mínimos para neodímio, praseodímio, disprósio e térbio equivalem a cerca de 70% da capacidade prevista do Colossus, segundo a Solvay.
  • A matéria-prima mista será enviada para La Rochelle, na França, com embarques previstos a partir de 2028 e prazo inicial até 2034.
  • A Viridis estima receita mínima de cerca de US$ 915 milhões entre 2029 e 2034, vinculada à entrega dos volumes mínimos acordados.
  • O contrato é considerado um passo estratégico para viabilizar o financiamento e a construção do projeto em Poços de Caldas.
  • A Solvay possui direito de primeira oferta sobre a produção remanescente, sem obrigação de compra adicional, segundo a Viridis.

A Solvay firmou um acordo vinculante de fornecimento de longo prazo com a Viridis Mining and Minerals para a compra de terras raras do projeto Colossus, localizado em Poços de Caldas, Minas Gerais. Segundo a Solvay, a matéria-prima mista será destinada à sua unidade de processamento em La Rochelle, na França, com embarques previstos para iniciar em 2028 e vigência contratual até 2034. Os volumes mínimos comprometidos para neodímio, praseodímio, disprósio e térbio representam cerca de 70% da capacidade produtiva estimada para o período inicial do empreendimento.

Além de garantir o escoamento da produção, o acordo é visto como um marco fundamental para viabilizar o financiamento e a construção do projeto Colossus. Embora a Solvay detenha o direito de primeira oferta sobre o excedente da produção até 2034, a Viridis esclarece que não há obrigação de compra para volumes além dos mínimos estabelecidos. Em uma frente paralela, as empresas discutem o licenciamento de tecnologia para que a Viridis possa produzir carbonato refinado no Brasil, visando agregar valor ao material antes do envio à França.

Para a Solvay, a parceria é estratégica para diversificar o acesso a matérias-primas críticas e reduzir a dependência global da China. A empresa destaca que a unidade de La Rochelle permanece como um dos principais centros de separação e purificação de terras raras fora do mercado chinês, sendo essencial para a cadeia de suprimentos de ímãs de alta tecnologia.

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