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BNDES aprova financiamento de R$ 77,5 milhões para projeto de terras raras

O BNDES aprovou R$ 77,5 milhões, com prazo de 16 anos, para a Viridis Mineração construir o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras em Poços de Caldas (MG), primeira etapa do Projeto Colossus.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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08/09 às 07:31, atualizado 14:02

Pontos principais

  • O financiamento foi aprovado pelo programa BNDES Mais Inovação, com prazo de 16 anos e custo indicativo de cerca de 4,8% ao ano.
  • Os recursos serão destinados à implantação do Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) em Poços de Caldas (MG), primeira etapa do Projeto Colossus, da australiana Viridis Mining and Minerals.
  • O projeto foi selecionado em chamada pública lançada pelo BNDES e pela Finep em 2025 para a cadeia de minerais estratégicos ligados à transição energética.
  • A planta industrial deve iniciar a implantação no primeiro trimestre de 2027, com operação comercial prevista para o final de 2028.
  • O objetivo é desenvolver técnicas metalúrgicas para o processamento de argilas iônicas e produção de carbonato misto de terras raras.
  • Segundo a Viridis, a aprovação se soma aos US$ 154 milhões em capital próprio já captados pela companhia para viabilizar o restante do financiamento sênior do Colossus.
  • A iniciativa busca reduzir a dependência global da China no fornecimento de minerais críticos.
  • A Viridis negocia contratos de fornecimento com a francesa Solvay e discute suporte a preços com a União Europeia.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 77,5 milhões para a Viridis Mineração, subsidiária brasileira da australiana Viridis Mining and Minerals. O recurso, viabilizado pelo programa BNDES Mais Inovação, será aplicado na construção do Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) em Poços de Caldas, Minas Gerais, primeira etapa do Projeto Colossus. A unidade vai produzir carbonato misto de terras raras em escala piloto e aprimorar técnicas de processamento de argilas iônicas da região; a planta industrial deve iniciar a implantação no primeiro trimestre de 2027, com operação comercial prevista para o final de 2028. O financiamento tem prazo de 16 anos e custo indicativo de cerca de 4,8% ao ano, e resulta de chamada pública lançada pelo BNDES e pela Finep em 2025 para a cadeia de minerais estratégicos ligados à transição energética. Segundo a Viridis, a aprovação se soma aos US$ 154 milhões em capital próprio já captados pela companhia para viabilizar o financiamento sênior do Colossus. O investimento é estratégico para o setor de minerais críticos, uma vez que o Brasil busca ampliar a exploração de suas reservas, que figuram entre as maiores do mundo fora da China. A relevância do projeto se estende ao mercado internacional, com a Viridis já em negociações para o fornecimento de insumos à produtora química francesa Solvay e em tratativas com a União Europeia para possíveis mecanismos de suporte a preços. O desenvolvimento dessas reservas é visto como fundamental para garantir o suprimento de materiais essenciais a tecnologias avançadas e à indústria de defesa global.

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