Hungria libera arquivos da polícia secreta da era comunista
Governo húngaro disponibiliza registros de 60 mil informantes do regime comunista para enfrentar traumas históricos do país.
Pontos principais
- Arquivos da polícia secreta entre 1944 e 1990 foram publicados online.
- A medida expõe nomes, codinomes e detalhes de 60 mil informantes recrutados.
- A iniciativa cumpre promessa de campanha do primeiro-ministro Péter Magyar.
- Críticos apontam que a liberação é tardia e pode causar divisões sociais.
- Um novo lote de documentos será disponibilizado em fevereiro de 2026.
O governo da Hungria tornou públicos os arquivos da polícia secreta da era comunista, revelando dados de aproximadamente 60 mil informantes que atuaram entre 1944 e 1990. A medida, que cumpre uma promessa de campanha do primeiro-ministro Péter Magyar, foi oficializada em 4 de novembro, data que marca o aniversário da repressão à revolução húngara de 1956. Os registros, agora acessíveis em um portal digital, detalham nomes reais, codinomes e as motivações por trás do recrutamento de cada colaborador pelos serviços de inteligência da época.
A decisão enfrenta críticas de diversos setores da sociedade húngara, que questionam a eficácia e o impacto da exposição tardia desses documentos. Enquanto o governo defende a transparência como um passo necessário para superar traumas históricos, opositores argumentam que os arquivos podem estar incompletos e gerar sofrimento desnecessário às famílias envolvidas. Um segundo conjunto de documentos, classificado como 'B-dossiers', tem previsão de digitalização e publicação para o dia 25 de fevereiro.
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