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Estudo da Fiocruz associa seca na gestação a riscos de prematuridade

Pesquisa com 29,8 milhões de nascimentos no Brasil aponta que a seca severa eleva a chance de prematuridade e prejudica o crescimento fetal.

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Foto: Agência Fiocruz
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04/11 às 10:45

Pontos principais

  • Estudo analisou dados de 29,8 milhões de nascimentos no Brasil entre 2001 e 2020.
  • Exposição à seca durante a gravidez aumenta o risco de bebês prematuros e pequenos para a idade gestacional.
  • Impactos foram mais severos em regiões com menor Índice de Desenvolvimento Humano.
  • Biomas como Amazônia, Cerrado e Pampa registraram os efeitos mais intensos.
  • Pesquisadores elaboraram 17 recomendações para gestores do SUS e da assistência social.

Um estudo abrangente realizado pela Fiocruz, que analisou quase 30 milhões de nascimentos no Brasil entre 2001 e 2020, identificou uma correlação direta entre a exposição à seca durante a gestação e o aumento de riscos à saúde do bebê. A pesquisa demonstra que a severidade da escassez de chuvas está associada a uma maior incidência de nascimentos prematuros e ao desenvolvimento de crianças pequenas para a idade gestacional, comprometendo o crescimento fetal.

Os resultados indicam que os efeitos são mais acentuados em municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano e em biomas como a Amazônia, o Cerrado e o Pampa. Diante desses achados, os pesquisadores publicaram um conjunto de 17 recomendações voltadas a gestores públicos do SUS e da assistência social, visando mitigar os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde materna e infantil no país.

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